22 de nov de 2011

Coleção Obsessiva 3: O Assassino Misterioso

2 anos se passaram desde os últimos acontecimentos e a vida de Luíza ia muito bem. Estava feliz com tudo, tinha um namorado dedicado à ela, tinha amigos que não se dava pra contar nos dedos, praticamente e visualmente dava pra se ver que tudo o que tinha acontecido à ela poderia ser apagado da memória.
Seu passado sangrento não influenciava a sua vida social, ela se relacionava muito bem com todos, uma pessoa carismática e cheia de vida, um tipo de pessoa que não possui inimigos.
Mas, às vezes a vida nos engana, nem tudo o que vemos é o que é, talvez ela pudesse ter algum inimigo, talvez Adolfo poderia ter algum parente, talvez algum louco soube de sua história de algum modo e queria se aproveitar disso ou então Adolfo voltou do inferno para se vingar.
Em uma noite de Sexta-feira, Luíza chegou em sua casa cansada do trabalho, ela morava junto com Jackeline, sua melhor amiga. Jack estava à sua espera, estava com duas taças de champagnes, como no outro dia seria sábado, não havia motivo algum para se preocupar em acordar cedo no outro dia. Luíza aceitou o convite, sentaram e conversaram a noite toda, o sono foi chegando e Luíza se levantou e foi dormir.
Já eram mais ou menos três e meia da madrugada quando ela ouviu barulhos estranhos vindo do porão, ela se levantou rapidamente e foi ao encontro da amiga. Quando chegou lá, ela se deparou com uma situação grotesca e terrível, sua amiga estava amarrada e amordaçada em uma cadeira, havia sangue e cortes por todo o seu corpo, seu olhar possuía uma forma assustadora de desespero e de dor, naquela situação ela não parecia conhecer Luíza, esta não se segurou, se sentiu mal e entrou em choque, ficou sem reação alguma.
Quando se deu por si, sua amiga já havia morrido, a cabeça já não estava mais no corpo. Os olhos de Luíza se encheram de lágrimas, seu passado naquele momento parecia haver voltado para lhe assombrar mais uma vez, ela olhou para todos os lados, respirou fundo e correu rapidamente por toda a casa, mas antes de sair parou, olhou para ela mesma e viu-se coberta de sangue. Mas o que seria aquilo, ela parou e refletiu, só poderia ser alguém tentando incriminá-la.
Ela estava numa imensa vontade de chamar a polícia, mas naquela situação a única suspeita seria ela, e sem provas ela não poderia sair, ou então a vontade de quem matou Jack seria cumprida.
Luíza refletiu e resolveu chamar alguém que acreditasse nela. Pegou o telefone e ligou para Ana, que além de sua amiga, era sua psicóloga e sabia sobre o seu passado sombrio.
Passados alguns minutos Ana chegou. A porta abriu-se e foi apenas o tempo dela entrar e a porta se fechou, Luíza estava desesperada, sua forma de falar estava como a de um alucinado. Ana conversou com ela e a acalmou, depois de uma longa conversa nossa tão querida e sofrida personagem decidiu chamar a polícia, mas ela relutou, pensou bem e voltou à sala. Quando esta chegou lá, Ana já estava pronta com um pedaço de metal nas mãos, dizia ter visto o corpo de Jack e não possuía dúvida alguma de que Luíza estava fora de si e era uma assassina fria.
Luíza caminhou em direção à ela, quanto mais ela se aproximava, mas perigosa se tornava Ana. Foi quando ela se inclinou para tirar a arma das mãos dela e recebeu um forte golpe nas mãos. O barulho da batida foi como que se algo houvesse quebrado, Luíza gritou e começou a correr, sua amiga a perseguia fixamente com o intuito de derrubá-la, arriscava frases como:
_Se não se entregar por bem, vai por mal Luíza.
Então ela se escondeu em um canto do armário, quando Ana passou. Com um pé na frente Luíza a derrubou, arrancou o metal de suas mão e lhe acertou um golpe certeiro, enquanto a outra caiu desmaiada. Luíza se sentiu mal novamente, ela saiu daquele local, foi ao banheiro vomitar.
Quando voltou o corpo não estava mais lá, Ana teria se levantado e foi atrás dela para matá-la? Ana seria a assassina?
Luíza andou mais um pouco e olhou para frente, ela não acreditava no que via, uma figura horrenda em sua frente, o corpo de Ana estava pendurado na parede sem a cabeça. Mas aquilo era impossível, o corpo de Ana havia sumido e de algum modo alguém o pregou na parede e arrancou a cabeça.
Luíza voltou para a sala e sentou-se em um sofá, ela parou e pensou estar ficando louca, como aquilo seria possível, alguém estaria tentando fazer ela ficar maluca ou Adolfo havia voltado do inferno para assombrá-la.
Houve-se um barulho atrás dela, quando ela olhou era Anderson, seu namorado, ela o olhou assustada como se estivesse vendo um monstro e perguntou:
_Como você conseguiu entrar aqui?
Ele se explicou dizendo que ninguém atendia a porta e ele ouviu um barulho estranho vindo de dentro, ele caminhou em direção a ela, esta por sua vez o olhava atentamente e percebeu um sorriso malicioso em seu rosto. No rosto do namorado ela viu a figura de Adolfo, ela então correu e Anderson disparou a correr também em direção à ela.
Ele correu mas não conseguiu encontrá-la, mas quando olhou para a parede em sua frente, lá estava o corpo de Ana, foi quando ele apagou, foi acertado em cheio na cabeça por algum objeto pesado.
Quando acordou, ele se viu amarrado a uma cadeira, sua cabeça ainda estava dolorida por causa da pancada, finalmente o assassino veio ao seu encontro, este começou a falar que Luíza merecia tudo aquilo, que ela deveria pagar pelo que fez, a vida dela seria uma vida inútil, mas que Anderson não deveria ter matado aquelas pessoas apenas para incriminá-la. O assassino passava a lâmina de barbear suavemente num vai e vem frenético no pescoço de Anderson, foi quando este deu um grito, ele não poderia acreditar no que estava vendo, aquilo só poderia ser um sonho, na sua frente permanecia sua amada Luíza, com uma expressão sorridente e fria, como se fosse outra pessoa, ela estava prestes a matá-lo, dava pra se ver que ela havia ficado louca.
Anderson começou a falar seu nome:
_Luíza pare por favor, você não é assim, você nunca foi assim, pare eu imploro.
Mas já era tarde, naquele momento ela esfregou a lâmina violentamente contra o pescoço do namorado, este morria lentamente enquanto seu sangue jorrava por todo o local, infestando o quarto num cheiro de morte.
Assim que acabou, ela pegou seu facão e arrancou mais uma cabeça para sua nova coleção.
Ela carregou seu novo prêmio pela casa, afim de chegar ao porão e pendurá-lo na parede, foi quando ela passou frente a um espelho. Então ela parou subitamente, ela não poderia acreditar no que estava vendo, era como se ela houvesse voltado para a vida. Então ela caiu em si e percebeu que foi ela mesma que havia matado à todos.
Luíza parou, ajoelhou-se e chorou, lembrou detalhadamente de tudo o que havia ocorrido. Por beber demais, ela foi fazer uma brincadeira com sua amiga, ela a amarrou e pegou uma faca, e naquele momento ela despertou de dentro dela algo que nem ela pode controlar, depois de esfaquear várias vezes a Jackeline ela foi dormir.
Logo pela amanhã, ela foi ao socorro de sua amiga que estava amarrada, quando chegou lá, ela teve uma leve lembrança de tudo o que havia ocorrido, entrou em choque por alguns minutos, fez o seu trabalho e quando voltou a si, não se lembrou do que fez e criou a paranóia de Adolfo estar vivo e perseguindo-a.
Logo ela chamou sua psicóloga, que percebeu que Luíza estava fora de si, esta resolveu investigar o que havia ocorrido e logo se deu conta que o que a paciente contou era uma história sem nexo e que nada daquilo poderia ter ocorrido senão pelas mãos dela.
Luíza iria naquele momento chamar a polícia, mas de certa forma sentia que não poderia fazer aquilo. Depois da perseguição de Ana, Luíza tinha a idéia fixa de que a psicóloga poderia ter ficado louca, ela armou um plano e a derrubou. Logo teve um instante de surto, matou Ana enquanto esta dormia, arrancou sua cabeça e prendeu o corpo dela na parede. Luíza sentiu nojo e foi vomitar, quando voltou ela parou e viu aquela imagem ensanguentada e aos olhos normais dela, aquilo era horrível e sua obsessão fixa em que Adolfo poderia estar vivo era cada vez maior.
Foi então que seu namorado chegou, em sua mente, ela estava vendo Adolfo e não seu querido amado. O mais interessante é que o assassino colecionador deixou lembranças na mente dela, lembranças frias e psicóticas em que ela não poderia esquecer de nada. Seu subconsciente guardava um assassino necessitado de sangue.
Depois de matar à todos, ela olhou-se no espelho e percebeu que ela era imagem e semelhança de Adolfo, como pai e filha.
Logo após todos esses acontecimentos,Luíza ajoelhou-se e viu que se tornou um monstro, se tornou igual a quem ela mais odiava, ela não sabia o porque, mas aquilo era inevitável, o gosto por sangue e mais sangue tomava conta de sua mente.
Foi quando ela se levantou, foi até a sala, pegou uma tesoura com ponta afiada, mirou contra si mesma e repetidamente acertava contra sua própria barriga e ria de forma sanguinária e assustadora, até que não aguentou mais e caiu no chão.
O tempo se passou, Luíza abria seus olhos novamente, olhou ao redor e viu-se em um hospital, um agente da polícia contou a ela a situação, esta ficaria ali até se curar e logo depois seria enviada à uma clínica psiquiátrica.
O homem finalmente a deixou, ela ficou ali imóvel na cama, seu olhar perdido em alguma direção, em sua mente ela podia escutar o sofrimento daqueles que ela havia matado e em seus lábios permanecia imortalizado o seu sorriso psicótico.

Continua em: Coleção Obsessiva 4 (Fim ou Recomeço?)

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