22 de nov de 2011

Perseguição Mortal

Já era tardezinha quando Carla e Arnaldo estavam voltando de sua viagem de férias. Os dois muito felizes e empolgados, afinal fizeram muitas coisas juntos e se amavam. Viajam vagarosamente apreciando cada segundo de paisagem que a natureza lhes proporcionava.
Chegando na metade do percurso, acharam uma garota linda pedindo carona. Branca, cabelos negros, vestida de forma totalmente fúnebre. Tinha no rosto um lindo sorriso e uma estranha alegria, além de estar ali perdida, no meio do nada, sem motivos aparentes para estar ali.
Pararam o carro para a jovem:
_Para onde esta indo moça? O que faz aqui parada no meio do nada.
Então a mulher explicou que seu carro tinha estragado e apontou para o mesmo fora da pista. Explicou-lhes com detalhes tudo o que havia ocorrido. Seu nome era Mariana e estava viajando para a casa de seus pais.
Então num gesto de caridade deram carona à mulher, esta sentiu-se muito agradecida. Continuaram sua viagem, foram se conhecendo aos poucos, tinham um assunto muito bom.
Mariana, a caroneira, disse que precisava ir ao banheiro, pois estava passando muito mal. Concordaram em parar, ela desceu junto com Carla e se afastaram. Já era noite e as duas não voltavam, Carlos estava preocupado e saiu atrás de sua namorada.
Andou um pouco e viu que havia uma trilha formada por muito sangue ao longo do caminho. Este parou, ficou hesitante e confuso por um minuto, não sabia se prosseguia e via com seus próprios olhos o que estava ocorrendo, pois o medo correu todo o seu maldito corpo nesse momento.
Carlos caminhou mais um pouco e viu o corpo de Mariana deitado sobre uma imensa poça de sangue. Este sentiu uma náusea imensa na hora, mas precisava achar Carla, afinal ela poderia estar viva em algum lugar ainda. Ele percebeu que algo estava estranho, havia algo coberto de terra perto de onde estava. Rapidamente começou a retirar a terra de cima do que parecia ser um cadáver e finalmente encontrou o corpo de sua amada, ela estava totalmente desfigurada, irreconhecível, cortes por todo o corpo, sua jugular ainda escorria sangue. Carlos não acreditava no que via, aquilo parecia ser um pesadelo, bem que poderia continuar parecido com isto, pois tudo tornou-se pior quando Mariana ficou de pé com uma faca nas mãos.
Quando Arnaldo se virou, uma facada certeira cegou-o de um dos lados, ela retirou a faca e este caiu de dor ao chão. Ele tentou se arrastar alguns metros, levantou e quando se preparou pra correr tomou uma facada nas costas e caiu novamente.Mariana se divertia com tudo aquilo e deu mais uma, duas, três, enfim várias facadas nas costas do rapaz até este se tornar apenas carne viva.
A mesma saiu dali, entrou no carro e saiu no mesmo. Sem ter algum estranho motivo para matá-los, o único que se tinha a pensar era o roubo do carro.
Naquele mesmo horário, Rogério viajava com um homem a quem ele havia dado carona a alguns metros atrás. Conversavam amigavelmente e até o momento se davam bem, possuíam os mesmos gostos por diversos assuntos, especialmente sobre carros.
Rogério então começou a contar a história de sua vida, a morte de sua esposa que o abalara, a vida de viagens por estrada à fora que ele levava.
Antônio, que era o passageiro, para dar atenção ao caridoso homem que lhe deu carona, perguntou sobre a esposa e sobre a vida que o homem havia levado ao lado dela.
Rogério então disse-lhe:
_”Bom, quando nos casamos, tinha-mos apenas 20 anos de idade cada um, isso foi a cerca de dois anos atrás. Sempre fomos felizes juntos, nos amávamos, um amor de dar inveja. O único problema é que não podíamos ter filhos, pois Juliana era estéril, pensamos em adotar uma criança certa vez, mas ela não aceitava conviver com o fato de não termos um filho que não viesse dela.
O tempo se passou, e ela começou a ficar muito depressiva com o fato, parecia que iria enlouquecer. Diversas vezes tentei psicólogos, terapeutas, vários especialistas para ajudá-la, mas nada deu certo, pois ela mesma não se ajudava.
Decidi fazer uma viagem junto dela, para ela se sentir melhor, tirei férias do serviço e viajamos, passamos por muitos lugares, mas ela não parecia se empolgar com nenhum.
No nosso dia de volta, paramos na estrada para pedir carona, pois nosso carro havia quebrado. Estava vindo um caminhoneiro em nossa direção, não fui muito com a cara dele, mas estávamos sem saída. Ele ia seguindo a viagem sem dizer uma única palavra, foi quando de repente ele parou, começou a rir desenfreadamente, sacou um revolver e deu um belo tiro na cabeça de minha esposa”.
Rogério então parou o carro, começou a escorrer lágrimas pelo seu rosto. Antônio estava completamente chocado com toda aquela história e arriscou em perguntar:
_Mas... E o que aconteceu em seguida, ele atirou no senhor também?
E Rogério prosseguiu:
_”O caminhoneiro olhou pra mim com um ar de satisfação monstruoso, como se ele houvesse conquistado algum prêmio ou coisa parecida, eu permaneci em estado de choque naquele instante, até que resolvi ir em cima, brigamos por um tempo, até eu arrancar a arma de sua mão.
Segurei o revolver com força, olhei bem nos seus olhos, atirei primeiro em um ombro, em seguida no outro. Ele sofria, eu senti prazer nisso, o prazer de uma doce vingança. Novamente eu havia dado dois disparos, em direção ao estômago do sacana. Ele gritava de dor, foi quando acertei em cheio em seu crânio. Ele caiu para o lado, sem nenhuma expressão de vida, me senti tão feliz naquele momento que havia até me esquecido que minha esposa estava morta do meu lado. Quando voltei a mim, tudo já havia ocorrido, lamentei por algum tempo, mas depois percebi que a vida continua.”
Antônio ficou perplexo diante da situação, não sabia se o rapaz havia endoidado, pois este tinha um sorriso extremamente sádico e satisfeito no rosto.
Rogério continuou:
_”Bom, depois disso tudo, eu peguei o caminhão do homem, segui até a minha casa, como eu morava com minha esposa, ninguém perguntaria nada, então enterrei o safado no meu quintal, o corpo de minha esposa eu carrego no porta-malas desse carro, que eu comprei para fazer entregas para empresas e dar ajuda a caroneiros, é sempre bom ajudar não acha?”
Antônio nesse instante já estava completamente assustado, não sabia o que dizer nem fazer. Num momento impulsivo, tentou abrir a porta do carro e correr, porém a mesma se encontrava trancada.
Rogério olhou meio que com graça para a situação. Logo abriu a porta para que o rapaz que já não entendia nada da situação pudesse sair.
O homem saiu do carro em disparo, sem rumo. O “bondoso” motorista também saiu do carro, sacou seu revolver e deu um tiro certeiro no calcanhar do rapaz, que caiu para frente como um boneco, uma cena digna de Hollywood. Rogério foi então até ele, o carregou pelas costas até o seu carro, abriu o porta-malas e mostrou o corpo decomposto de sua esposa para Antônio, que entrou em desespero, acabou vomitando. Rogério riu da cena, pegou o homem, arremessou a cabeça dele contra o carro várias vezes, até que seu rosto se tornasse desfigurado, logo deixou soltar uma leve risada no canto dos lábios e deixou o infeliz ali. Pegou seu carro e partiu com ar de satisfação e serviço cumprido.
Rogério continuou sua viajem, viajando ao som dos Rolling Stones, fumando seu cigarro, com um dos braços para fora da janela para sentir a gostosa sensação que o vento proporciona.
Chegou em um posto de gasolina, foi comprar alguns salgadinhos e refrigerante e então ele se deparou com uma linda garota de aparência pálida e fúnebre.
Mariana era seu nome, ela então perguntou ao Rogério sobre o seu carro, se tinha como o mesmo dar carona a ela, pois seu carro havia quebrado.
O rapaz concordou com um estranho ar de satisfação, os dois entraram no carro e se foram.
Os dois seguiam a viajem conversando sobre suas respectivas vidas.
Mariana contava como sua vida tinha sido muito sofrida, tinha abandonado sua casa para viajar pelo mundo afora, com o dinheiro que havia herdado da morte dos seus avós, ela dizia viver apenas dos juros que os bancos ofereciam a ela. Porém sua história não parecia ser muito verdadeira, mas o rapaz escutou tudo atentamente.
Quando foi a vez de Rogério falar, ele falou exatamente tudo o que ele havia dito a Antônio e da mesma forma, como se fosse tudo decorado. Para espanto do rapaz Mariana riu da situação e parecia se divertir com aquilo, ela mesma pediu para que ele mostrasse a ela o corpo de sua esposa no porta-malas.
Surpreso diante de tal situação ele parou o carro na entrada de uma fazenda, os dois desceram e então ele mostrou a ela. Os olhos dela pareciam brilhar diante de tal situação, ela parecia ter se apaixonado pelo cadáver.
Os dois ficaram parados ali algum tempo. Ela contemplando o corpo decomposto pelo tempo e ele perplexo e sem reação.
Mariana finalmente foi até ele e lhe deu um beijo provocante, no mesmo momento em que ela tirava a faca de dentro da calcinha e perfurou o estômago do rapaz. Ela se afastou e ele caiu de joelhos, ele parecia não acreditar no que estava ocorrendo.
Rogério ficou ali parado durante uns minutos enquanto Mariana bastante excitada com aquilo tudo lambia a faca ensanguentada. O rapaz então parecia ter ficado furioso, recobrou os sentidos, levantou violentamente e a atacou, enquanto ela novamente lhe deu mais uma facada na barriga.
Logo após isso ela o empurrou, retirando sua faca e correu apressadamente à caminho da fazenda que havia ali perto, rindo compulsivamente. Rogério não parecia estar em condições de ir atrás da moça, porém criou forças e a perseguiu cambaleando e sangrando sem parar.
O rapaz chegou finalmente à fazenda e foi amparado por uma senhora que ali morava, ele perguntou se ela havia visto alguma moça passar por ali, mas ela afirmou que não, ali era totalmente deserto e com certeza não havia passado pessoa alguma por ali.
A mulher se levantou e saiu para ir atrás de ajuda para o homem, mas este a surpreendeu segurando-a pelos cabelos. Ele a puxou para trás e a jogou no chão, pegou um pedaço de madeira que estava ali por perto e com variadas pancadas desfigurou o rosto da pobre senhora.
Logo após o seu ato monstruoso ele procurou a garota aos arredores da fazenda, xingando ela de todos os nomes desprezíveis que ele lembrava, até que ele encontrou o corpo de um senhor de aparência humilde, que infelizmente teve sua jugular cortada e sangrou até a morte como um porco sacrificado.
Como ele não encontrou a garota, desistiu de procurar, pois já havia perdido muito sangue e não fazia a mínima idéia se havia algum hospital ali por perto.
O mesmo foi até seu carro que permanecia parado na entrada da fazenda, olhou para um lado, olhou pro outro e decidiu ir embora e esquecer tudo aquilo. Quando ele finalmente entrou no carro, percebeu que as chaves já não se encontravam mais ali, o rapaz entrou em desespero, gritava, xingava, amaldiçoava.
Passado alguns minutos ele se acalmou, estava com muita dor e se enfraquecia aos poucos com o sangue que escorria de seu corpo. Rogério encostou-se em seu carro e resolveu olhar a bela e inspiradora imagem que o corpo decomposto de sua esposa lhe proporcionava. Quando este abriu o porta-malas, teve uma triste surpresa, o corpo que estava lá não era mais o de sua esposa, mas o da velha senhora que ele matara há pouco.
O rapaz deu um pulo para trás, foi quando ele ouviu uma risada infernal atrás de si, era a garota de beleza fúnebre e sorriso hipnótico, dizendo junto aos risos:
_”Te peguei.”
Foi quando Rogério virou, e no mesmo momento, numa cena extraordinariamente fantástica, perfeita e ao mesmo tempo horrenda, Mariana cortou a jugular do rapaz e assistiu-o sangrar friamente.
Logo após o ocorrido, a garota pegou o carro de Rogério e continuou sua jornada mundo afora.
Alguns dias atrás dava pra se ver no jornal, a notícia de várias mortes em uma fazenda e uma cena bizarra e curiosa. Amarrados em uma árvore estavam o corpo de um rapaz identificado como Rogério e de um corpo totalmente decomposto pelo tempo, praticamente uma caveira e envolta dos dois uma faixa com a seguinte mensagem:
_”E viveram felizes para sempre”.

Coleção Obsessiva 5: A Obsessão Continua

O tempo se passou desde os últimos acontecimentos, ninguém mais ouviu falar de Luíza e Eduardo.
Os dois estavam sendo procurados insistentemente pela polícia, mais sem sucesso algum.
Enquanto isso, quatro jovens seguiam em viagem. Murilo estava na direção do veículo, ao seu lado encontrava-se sua namorada Sandra, enquanto nos bancos de trás permaneciam no maior amasso Rogério e Daniela. A música tocava no máximo, só clássicos dos Ramones. Estavam todos animados, seguiam para ver o show do Rob Zombie que teria na cidade próxima.
Porém os pneus do carro furaram, havia um tipo de arame farpado na estrada, talvez um armadilha ou para os menos paranóicos, uma brincadeira de mal gosto.
O sol batia forte naquela tarde e o calor estava insuportável, precisariam de algum telefone para chamar ajuda, além de água e alimentos. Rogério avistou uma fazenda ao longe e decidiram ir até la.
Porém, para que o carro não ficasse sozinho, Murilo e Sandra ficaram.
Rogério e Daniela caminhavam até a fazenda, a fim de obter alguma ajuda, enquanto andavam Rogério foi pego por uma armadilha e ficou de ponta cabeça. Daniela se desesperou, não sabia o que fazer. Seu namorado pediu calma, afinal aquilo era apenas uma coisa à toa, seria fácil de se resolver. Então ele pediu para que ela chamasse por Murilo, para que ele pudesse ajudá-lo.
Daniela correu até a estrada, porém eles não estavam mais lá.
_O que poderia haver ocorrido? - Pensou Daniela.
Então ela pegou um canivete qualquer no veículo e partiu em busca de Rogério, mas quando chegou lá, este já não se encontrava mais lá. Daniela muito paranóica pensou em tudo o que poderia acontecer:
"Uma família de Canibais atacou à todos, seria um novo Massacre da Serra Elétrica, seria alguma quadrilha de ladrões ou talvez membros de uma seita satânica tivesse sequestrado eles para realizar alguma oferenda?"
Com certeza muitos pensariam que ela seria louca, isto seria quase que totalmente improvável. Talvez Murilo e Sandra escutaram o grito do Rogério e foram até lá ajudá-lo por algum outro caminho e se desencontraram, então talvez eles ajudaram Rogério e foram até a fazenda. Sim, isto faria muito mais sentido, mas não na mente de Daniela, que por mais que suas idéias fossem consideradas absurdas, não seria um caso a descartar.
Daniela seguiu até a fazenda com toda a cautela do mundo, esta permanecia com o canivete em mãos caso fosse atacada,foi até a porta e tocou a campainha.
Alguém abriu a porta, era uma moça com seus 29 anos mais ou menos, dona de uma beleza inigualável e assustadoramente encantadora, seu olhar era estranhamente confiante e de certa forma sedutor e tinha um leve sorriso no canto da boca, o que passava uma sensação de segurança e ao mesmo tempo desconforto.
Foi assim que Daniela se sentiu ao vê-la, ela pareceu imóvel e estava totalmente desconfortável, pois desconfiava até da própria sombra. Porém ela tomou coragem e começou a falar:
_Procuro por meu namorado e mais dois amigos, os pneus de nosso carro furaram por causa de uma armadilha na estrada, saímos para procurar por ajuda e acabamos por nos perder.
A moça olhou fixamente para Daniela e disse em tom confiante e tranquilo:
_Bom, tem um rapaz aqui, ele disse ter sido pego por uma armadilha quando estava vindo para cá, mas por sorte se soltou e veio até aqui para pedir ajuda, neste exato momento ele deve estar telefonando. Se quiser entrar também, fique à vontade.
Por mais que a consciência de Daniela fosse contra, ela aceitou o convite e entrou. A moça conduziu-a até onde ela encontraria seu amado.
A casa da bela senhorita era muito bem conservada e limpa e transmitia uma sensação agradável aos olhos de qualquer um. Não seria o mesmo caso da sala principal, que possuía uma imensa variedade de caveiras e estátuas de criaturas, o que seria um problema para alguns.
Então chegaram até a uma porta no canto da tal sala, a moça parou olhou obsessivamente nos olhos de Daniela e disse:
_Bem, seu namorado está aqui, entre e fique à vontade, porém talvez demore um pouco a encontrá-lo.
Daniela não entendeu muito bem o que ela queria dizer com aquilo e por infelicidade abriu a porta. Então ela pode ver o que seria realmente um verdadeiro horror, haviam várias cabeças de pessoas de verdade penduradas em prateleiras como se fossem algum enfeite ou coleção, então ela conseguiu localizar o rosto de seu amado, como não suportou o que viu, caiu e desmaiou num sono profundo.
Enquanto isso, mais à frente na estrada estavam Murilo e Sandra, pois de longe ouviram gritos de socorro e foram ver do que se tratava, se adentraram ao mato e viram que tinha um rapaz de boa aparência mas de certa forma numa situação muito ruim. Uma de suas possíveis muletas acabara de quebrar e ele estava sem condições de andar.
Tiveram pena dele e se ofereceram para ajudá-lo, por sorte ou por azar deles, o homem era o dono da fazenda e lá vivia junto de sua esposa. O homem se apresentou, seu nome era Eduardo, um rapaz forte e cheio de vida, porém estava numa situação ruim, segundo ele fazia pouco tempo que ele havia sofrido um acidente na estrada e não conseguia se manter em pé sem a ajuda das muletas.
Murilo e Sandra carregaram Eduardo até a fazenda, quando chegaram lá, deixaram Eduardo recostado na cadeira e tocaram a campainha. Veio uma mulher atendê-los, Murilo logo abriu seus olhos e percebeu o quanto ela era linda, mas de certa forma não formava um bom par com Eduardo, pois ela mantinha uma aparência calma e decidida enquanto que no rosto de Eduardo dava pra se perceber a aflição e o clima de ansiedade.
A mulher os comprimentou e os agradeceu pelo gesto, e puniu severamente Eduardo por ser tão irresponsável a ponto de sair sozinho no estado em que estava. Eduardo fechou seu rosto, o clima entre eles não parecia ser um dos melhores. Para cortar a tensão, Sandra se apresentou e apresentou também seu namorado e contou a eles a situação, o porque de estarem ali.
A mulher então se apresentou, seu nome era Luíza, e disse-lhes:
_Um de seus amigos, tal de Rogério, está descansando lá dentro, enquanto ele vinha para cá torceu o pé, sua namorada o trouxe e foi atrás de vocês para anunciarem o ocorrido.
Eduardo propôs a eles que esperassem pela garota ali, pois já estava ficando tarde, porém Murilo pediu uma lanterna emprestada para ir até onde Daniela estava segundo as informações de Luíza, enquanto que Sandra ficaria ali esperando por ele.
Ficaram todos de acordo, o rapaz saiu em busca da amiga e deixou Sandra ali.
Logo depois de uns 3 minutos, Eduardo se levantou sozinho de sua cadeira, como se não houvesse problema algum com ele, a namorada de Murilo olhava indignada aquela cena. Eduardo andava em direção a ela e Luíza, esta ria como se estivesse vendo uma cena de filme de comédia, dava gargalhadas. A garota começou a correr e a gritar, mas Eduardo foi mais rápido e a segurou e tampou sua boca afim de abafar o barulho, Luíza correu em frente a eles e a ameaçou com uma faca caso ela gritasse novamente. A garota então conseguiu se conter e perguntou o que eles fizeram a seus amigos.
Luíza num to irônico disse:
_Não se preocupe, seus amigos estão se divertindo muito, ou um deles já se divertiu e cansou, agora é a sua vez.
Levaram-na para dentro da residência, já era noite, Sandra estava tremendo e não era pra menos, estava apavorada a coitada. Adentraram a sala e foram até a portinha do canto, quando abriram, Sandra não se conteve, começou a chorar como um bêbe com dor de barriga, pegaram uma cadeira e a amarraram ali de frente as cabeças da coleção, entre elas la estava a de Rogério, então Luíza foi buscar um divertimento segundo ela, para que Sandra visse como era grande o esforço para que eles mantivessem uma coleção tão interessante.
Minutos depois, Luíza apareceu com Daniela, segurando pelos cabelos e a jogou no chão, suas mãos estavam amarradas e sua boca amordaçada, então ela pegou uma faca e começou a cortar aos poucos Daniela que se contorcia de dor. Passava a faca pelos braços e pelas costas e o sangue escorria, escorriam como lágrimas, de forma lenta e asfixiante. Os olhos de Sandra estavam perplexos diante da situação, ela não conseguia se mover e nem tampouco fechar seus olhos, ela parecia ter entrado em choque, estava perdida diante de todo aquele sangue e horror. Luíza era incrivelmente silenciosa, calma e sarcástica, dela ouvia-se apenas os risos, ela não transpirava e nem tremia, seus cortes eram perfeitos e de certa forma cruéis.
Por fim, Luíza não esperou mais e colocou um fim ao sofrimento da moça, pegou um facão, algo bem grande e de uma só vez arrancou a cabeça de Daniela. O corpo da garota ainda se contorceu por alguns segundos e espalhou bastante sangue pelo local. Luíza então pegou sua nova figurinha e a pendurou em um canto da prateleira.
O mais interessante em toda a cena, era que Eduardo estava calado e não fez nada além disso, permanecia imóvel, nem parecia se importar com o que via, logo os dois conversaram algo e saíram, deixando Sandra sozinha em meio todo aquele caos.
Passaram-se alguns minutos e Murilo chegou à fazenda, tocou a campainha várias vezes e ninguém veio atendê-lo, porém ele percebeu que a porta estava entre-aberta e entrou, gritou por sua amada e escutou um grito vindo do fundo da sala, ele foi até lá e percebeu que a tal porta estava trancada, atrás dele apareceu Eduardo, ele tinha em mãos um taco de baseball e avançou contra Murilo, conseguiu dar algumas pancadas nele, mas não obteve muito sucesso, o rapaz tomou o taco de suas mãos e começou a espanca-lo e a gritar para que ele pegasse a chave de onde sua namorada estaria. Murilo parecia dominar a situação, mas tomou uma facada pelas costas, logo foram duas, três, quatro e foram tantas que até se perdeu a conta. O rapaz caiu sem vida ao chão, o sangue escorreu por sua boca e ali ele permaneceu.
Antes que pudesse arrancar mais uma cabeça, Luíza foi repreendida por Eduardo, que estava furioso, dizia que aquela vítima era dele, que ela foi fraca por matá-lo tão rápido, ela não era profissional o bastante para tal coisa e a mandou para o inferno, pegou o corpo no chão, carregou até a porta no canto da sala, abriu-a e mostrou o que acabara de acontecer com o namorado da pobre moça que estava amarrada á cadeira.
Sandra se afundava em meio as suas lágrimas de dor, Eduardo pegou seu machado e começou de certa forma a cortar todas as partes do corpo de Murilo, desta vez ele parecia um monstro, fazia tudo num movimento de raiva e ódio, por fim ele arrancou a cabeça do rapaz, brincou um pouco com ela, usando-a como bola de futebol e depois de tudo guardou-a na prateleira.
Eduardo pôs-se de frente a Sandra e começou a esbofeteá-la e cuspir em seu rosto, uma humilhação muito grande e ele xingava e batia mais e mais, o rosto da pobre já estava vermelho. A garota desmaiou, mas com um pouco de água por perto, o rapaz despertou novamente a garota e continuou a insultá-la e a feri-la. Luíza observava séria de seu canto toda aquela cena, tinha um tom de desaprovação no ar, nos olhos dela ela se via no lugar de Sandra e via Eduardo como se fosse Adolfo. Então a raiva e a loucura tomaram conta de sua mente, ela avançou com sua faca e acertou em cheio o estômago de seu fiel amante. Este perguntou o porque de tudo aquilo, porque ela estava fazendo isto à ele, logo ele que sempre se manteve fiel a ela, que sempre a amou.
Luíza riu de tudo aquilo, e contou que sabia que ele não a amava, ele estava com ela por ódio, o amor da vida dele com certeza era Elizabeth, porém como não poderia mais ser feliz e nada mais faria sentido, resolveu seguir a ela. Luíza dizia ter percebido tudo isto a pouco tempo, ela percebeu que ele não seria seu príncipe encantado, o olhar dele parecia perdido em algum lugar, talvez ele sempre se lembrava de sua antiga amada ao ver o sofrimento alheio, ele não estava ali apenas por prazer e por esporte, ele não possuía este sangue frio, sua principal intenção era ver os outros sofrerem para apagar os gritos de Elizabeth de sua memória, ele se deixava levar apenas pela raiva. Eduardo com certeza fingia amor a Luíza todo este tempo, pois ela poderia proporcionar a ele bastante sofrimento alheio, o que era muito estranho por sinal, talvez Eduardo fosse mais louco que qualquer um que Luíza já teria conhecido, um psicopata com certeza, com motivos muito estranhos.
Num último suspiro antes de morrer Eduardo pronunciou algumas palavras:
_Eu nunca fui capaz de te matar, você é e sempre foi a pessoa que mais odiei em toda a minha vida, porém você esconde por dentro todo o seu sofrimento e toda a sua angústia, você sofre cada dia de sua vida, eu me sinto bem por isto, ver que você não é feliz, com este sorriso tão falso em seu rosto.
Então Luíza se levantou e disse:
_Você se engana, pois é apenas um inseto.
Ela se levantou, deu uma saída e voltou com uma bolsa:
_Tenho uma surpresa para ti amorzinho...ahahahahahaha.
De dentro da bolsa, conservada em gelo, lá estava a cabeça de Elizabeth, totalmente intacta e em bom estado, Luíza ria de forma alta e indelicada, mostrando o rosto da amada de Eduardo a ele, este chorava, se sentia arrependido de tudo o que fez, e Luíza acrescentou:
_Não se arrependa seu fraco, fez tudo o que fez para se arrepender agora, com certeza você é imagem e semelhança de Adolfo, apenas um idiota, viu como eu sou feliz, viu como eu me divirto com os outros, agora amorzinho descanse em paz.
Esta pegou sua faca e rasgou o pescoço de Eduardo impiedosamente. Ela ficou ali observando todo o sofrimento de seu mais novo antigo companheiro, logo depois se levantou e foi até a garota amarrada, que já estava num estado de dar pena e resolveu acabar logo com aquilo, pegou seu facão e com um golpe certeiro arrancou mais uma cabeça para a coleção.
Luíza olhou em volta de si, se sentiu satisfeita com o que viu, sua coleção logo seria imensa, deixou escapar um leve sorriso no canto da boca e foi descansar. Deitou em sua cama, parou para refletir e percebeu como eram tolos e sem graça, todos aqueles que ela conheceu, nem mesmo Adolfo conseguiria impressioná-la, ela não era mais apenas uma garotinha indefesa, ela era muito mais que isso, ela estava obcecada por sua coleção, aquilo era a sua vida, Luíza se tornou uma mulher obsessiva, prestes a sacrificar qualquer um para que sua coleção tão amada nunca tenha um fim.

Continua em: Coleção Obsessiva 6 (A Última Coleção)

Coleção Obsessiva 4: Fim ou Recomeço?

Uma investigação estava sendo realizada sobre tudo o que aconteceu naquela madrugada terrível e estavam tentando ver as possibilidades dos crimes serem ligados aos de um assassino do passado chamado Adolfo.
A investigadora de polícia ficou surpresa com o que acabara de descobrir. Comparando as fotos de Luíza e Adolfo, dava pra se perceber uma leve semelhança no rosto e no sorriso. Ambos possuíam um olhar sedutor e confiante, um leve sorriso no canto da boca e aquela simples expressão de que está tudo bem.
Marta, a investigadora então teve a idéia de se aprofundar mais no passado.Começou por Adolfo, e criou um pequeno resumo sobre tudo o que achou:

- Adolfo Ferreira de Andrade, nascido em 01/03/1949, casado com Natália Ferreira de Andrade que foi dada como supostamente desaparecida após uma viagem de férias com o marido. Inicialmente ele era um simples farmacêutico, mas depois de um tempo se tornou líder de uma das maiores indústrias farmacêuticas mundiais. Em 1983 Adolfo teve um pequeno caso com uma de suas funcionárias, que ficou grávida e teve uma filha do mesmo, esta exigia pensão e todos os direitos que ela deveria ter. Depois de algum tempo, a mulher desapareceu e foi dada como morta, sua filha também nunca foi encontrada. Em 16/02/2001 Adolfo foi encontrado morto em sua residência por um amigo, o corpo dele estava sem a cabeça, assim como o das suas vítimas. Foi um choque mundial quando descobriram que ele não era quem pensavam que fosse. Após sua morte, surgiram muitos boatos de que Adolfo tinha um filho homem com uma mulher totalmente desconhecida, que com toda a certeza estava apenas querendo seus minutos de fama ou não, mas ninguém deu bola a tal afirmação.
Agora um breve resumo sobre o que ela achou da vida de Luíza, não eram muitas coisas interessantes, mas que poderiam ser levadas à sério:

- Luíza Chagas Dias, nascida em 13/12/1983, filha de Alessandra Chagas Dias que desapareceu algum tempo depois do nascimento da garota. Luíza foi criada em um lar cristão para órfãos, sempre teve o amor e carinho das freiras do local, mas infelizmente nunca pode ter o amor de uma mãe. Luíza era calada e não fazia amizades com as outras garotas, ela vivia presa em seu próprio mundo, além de ser excelente aluna era muito educada e dava pra se perceber que ela tinha classe. às vezes ela se tornava agressiva, ficava depressiva por vários dias, mas logo depois tudo passava. Quando adquiriu maioridade arrumou emprego em uma indústria farmacêutica, seu chefe, o senhor Adolfo a tratava muito bem. Depois de um tempo, ninguém mais ouviu falar dela. Com seus 25 anos foi anunciada a morte de Adolfo e de vários desaparecidos, que seriam supostas vítimas do mesmo, entre elas estaria Alessandra Chagas Dias. Com seus 27 anos, Luíza foi pega em uma situação muito ruim, acabara de cometer assassinatos múltiplos e de tentar se matar, mas por infelicidade da mesma foi salva à tempo.

Marta juntou tudo o que tinha e descobriu que Adolfo e Luíza eram pai e filha, aquilo realmente era surpreendente. Adolfo havia matado a mãe da garota e anos depois tentou matar a própria filha sem conhecimento de quem ela era na verdade, Luíza por sua vez conseguiu escapar e em alguns anos á frente matou seu próprio pai, sem saber quem ele realmente era.
Realmente uma história assustadora e incrivelmente difícil de se acreditar.Talvez tudo se encaixasse agora, Luíza poderia ter herdado os instintos assassinos do pai ou então se tornou uma psicótica depois da vida turbulenta que teve.
Depois de seu relatório e de todas as suas análises, Marta se dirigiu à caminho do hospital psiquiátrico para tentar confirmar o que havia suspeitado.
Enquanto isso, no hospital Luíza brincava com Eduardo e Elizabete, que seriam nada mais que seu médico e sua enfermeira. Eduardo olhava desesperado em direção as duas, Luíza mantinha Elizabete como refém com uma tesoura apontada ao seu pescoço. Luíza ria e se divertia com toda a cena, o médico implorava por piedade:
_Pare, por favor, você não é assim, as coisas não precisam ser assim. Acalme-se e tudo acabará bem.
Mas Luíza não estava para conversa, apenas ria da situação e pressionava cada vez mais a tesoura contra o pescoço da jovem enfermeira. Eduardo e Elizabete se casariam dentro de duas semanas e se amavam muito, naquela situação estavam desesperados com tudo o que acontecia à eles.
O clima de tensão, acabara por se tornar um desespero total, pois Luíza não esperou mais nenhum segundo. Rasgou a jugular da pobre moça como se rasga uma caixa de papelão, uma atitude fria e monstruosa. O sangue jorrava por toda a sala, Eduardo correu em direção à amada, chorava , dizia que a amava, jurava vingança, então ele se levantou e correu, saltou sobre Luíza, que se defendeu com a tesoura perfurando o estômago do médico, este por sua vez caiu e ficou paralisado.
Luíza riu e instantes depois começou a gargalhar como uma histérica, Marta chegou na sala e ficou paralisada, não acreditava naquilo que via, ela então adentrou ao consultório e fixou o olhar sobre Luíza, que instantes depois a atacou.
Começaram a brigar, rolaram por muito tempo no chão, até que o médico se levantou e começou a dar tesouradas em Luíza pelas costas, esta gritava de dor, mas conseguiu se defender e arrancar a tesoura das mão de Eduardo. Esta se levantou e sem se importar com Marta, foi até o médico com a intenção de finalizar o que havia começado, mas foi interrompida pela investigadora que a atacou pelas costas e a derrubou.
Com a assassina dominada, Marta começou a contar toda a história da moça e a de seu pai, explicou tudo o que havia ocorrido em sua vida, Luíza parecia inconformada, chorava como uma inocente criança, amaldiçoou a sua vida e o mundo. Eduardo já estava novamente de pé e com a tesoura em sua posse, mas se conteve em atacar, pois ele pode ouvir toda o passado da jovem e sentiu pena dela.
O passado dele também não tinha sido um dos melhores, sua mãe era uma alcoólatra que torturava o pobre quando era menor, todo dia ela trazia senhores diferentes em sua residência, que também o batiam. Eduardo parou e sentiu um leve arrepio na espinha, pois um dos senhores que visitava sua mãe frequentemente era Adolfo, este que sempre levava presentes à ele e o tratava tão bem, talvez fosse o único. O médico se lembrou também que depois que ele estava maior e havia saído da casa de sua mãe apareceu nos noticiários a morte de Adolfo e que alguns dias depois do ocorrido sua mãe apareceu na televisão afirmando que tinha um filho do famoso Adolfo. Mas a mídia entendeu apenas como um simples blefe. Eduardo parecia estar no mundo da Lua, mas voltou a si quando escutou a ameaça que Marta lançava à Luíza:
_Agora minha linda jovem, você vai pagar por tudo o que fez, você com toda a certeza queria continuar o reinado de seu adorado papai não é, agora vai apodrecer na cadeia.
Enquanto Luíza estava enfurecida e com lágrimas por todo o rosto, Eduardo parecia estar louco, estava com pena da jovem e decidiu fazer o que seu sangue pedia que fizesse.
Aquela cena parecia irreal, aquilo não poderia estar acontecendo, aquilo era mesmo real ou apenas ficção? Não importava o que era, mas aquela cena era completamente horrível.
Eduardo se esforçava para arrancar a cabeça de Marta. Aquilo parecia politicamente errado, o médico que era um homem tão correto e que odiava a violência, agora parecia ter virado um monstro, fazia a ação calmamente, o sangue espirrava por todos os lados, Luíza permanecia paralisada e com um leve sorriso no canto da boca. Os movimentos psicóticos dele faziam-na tão bem, ela então começou a enchergar o médico com outros olhos. Talvez ele fosse o seu príncipe encantado disfarçado de Michael Myers.
Após arrancar a cabeça da investigadora, ele à entregou a Luíza como um troféu. Luíza não resistiu e beijou o médico. Logo depois de um longo amasso em meio todo aquele sangue, Eduardo e Luíza saíram pela janela, os dois tinham o plano de explorarem o mundo e seus prazeres mais secretos, talvez eles poderiam ser felizes.
Mas, por mais que tentem, talvez só haja um meio deles serem felizes, talvez eles ficariam inteiramente satisfeitos se completassem uma coleção que nunca terá fim, uma coleção obsessiva.

Continua em: Coleção Obsessiva 5 (A Obsessão Continua)

Coleção Obsessiva 3: O Assassino Misterioso

2 anos se passaram desde os últimos acontecimentos e a vida de Luíza ia muito bem. Estava feliz com tudo, tinha um namorado dedicado à ela, tinha amigos que não se dava pra contar nos dedos, praticamente e visualmente dava pra se ver que tudo o que tinha acontecido à ela poderia ser apagado da memória.
Seu passado sangrento não influenciava a sua vida social, ela se relacionava muito bem com todos, uma pessoa carismática e cheia de vida, um tipo de pessoa que não possui inimigos.
Mas, às vezes a vida nos engana, nem tudo o que vemos é o que é, talvez ela pudesse ter algum inimigo, talvez Adolfo poderia ter algum parente, talvez algum louco soube de sua história de algum modo e queria se aproveitar disso ou então Adolfo voltou do inferno para se vingar.
Em uma noite de Sexta-feira, Luíza chegou em sua casa cansada do trabalho, ela morava junto com Jackeline, sua melhor amiga. Jack estava à sua espera, estava com duas taças de champagnes, como no outro dia seria sábado, não havia motivo algum para se preocupar em acordar cedo no outro dia. Luíza aceitou o convite, sentaram e conversaram a noite toda, o sono foi chegando e Luíza se levantou e foi dormir.
Já eram mais ou menos três e meia da madrugada quando ela ouviu barulhos estranhos vindo do porão, ela se levantou rapidamente e foi ao encontro da amiga. Quando chegou lá, ela se deparou com uma situação grotesca e terrível, sua amiga estava amarrada e amordaçada em uma cadeira, havia sangue e cortes por todo o seu corpo, seu olhar possuía uma forma assustadora de desespero e de dor, naquela situação ela não parecia conhecer Luíza, esta não se segurou, se sentiu mal e entrou em choque, ficou sem reação alguma.
Quando se deu por si, sua amiga já havia morrido, a cabeça já não estava mais no corpo. Os olhos de Luíza se encheram de lágrimas, seu passado naquele momento parecia haver voltado para lhe assombrar mais uma vez, ela olhou para todos os lados, respirou fundo e correu rapidamente por toda a casa, mas antes de sair parou, olhou para ela mesma e viu-se coberta de sangue. Mas o que seria aquilo, ela parou e refletiu, só poderia ser alguém tentando incriminá-la.
Ela estava numa imensa vontade de chamar a polícia, mas naquela situação a única suspeita seria ela, e sem provas ela não poderia sair, ou então a vontade de quem matou Jack seria cumprida.
Luíza refletiu e resolveu chamar alguém que acreditasse nela. Pegou o telefone e ligou para Ana, que além de sua amiga, era sua psicóloga e sabia sobre o seu passado sombrio.
Passados alguns minutos Ana chegou. A porta abriu-se e foi apenas o tempo dela entrar e a porta se fechou, Luíza estava desesperada, sua forma de falar estava como a de um alucinado. Ana conversou com ela e a acalmou, depois de uma longa conversa nossa tão querida e sofrida personagem decidiu chamar a polícia, mas ela relutou, pensou bem e voltou à sala. Quando esta chegou lá, Ana já estava pronta com um pedaço de metal nas mãos, dizia ter visto o corpo de Jack e não possuía dúvida alguma de que Luíza estava fora de si e era uma assassina fria.
Luíza caminhou em direção à ela, quanto mais ela se aproximava, mas perigosa se tornava Ana. Foi quando ela se inclinou para tirar a arma das mãos dela e recebeu um forte golpe nas mãos. O barulho da batida foi como que se algo houvesse quebrado, Luíza gritou e começou a correr, sua amiga a perseguia fixamente com o intuito de derrubá-la, arriscava frases como:
_Se não se entregar por bem, vai por mal Luíza.
Então ela se escondeu em um canto do armário, quando Ana passou. Com um pé na frente Luíza a derrubou, arrancou o metal de suas mão e lhe acertou um golpe certeiro, enquanto a outra caiu desmaiada. Luíza se sentiu mal novamente, ela saiu daquele local, foi ao banheiro vomitar.
Quando voltou o corpo não estava mais lá, Ana teria se levantado e foi atrás dela para matá-la? Ana seria a assassina?
Luíza andou mais um pouco e olhou para frente, ela não acreditava no que via, uma figura horrenda em sua frente, o corpo de Ana estava pendurado na parede sem a cabeça. Mas aquilo era impossível, o corpo de Ana havia sumido e de algum modo alguém o pregou na parede e arrancou a cabeça.
Luíza voltou para a sala e sentou-se em um sofá, ela parou e pensou estar ficando louca, como aquilo seria possível, alguém estaria tentando fazer ela ficar maluca ou Adolfo havia voltado do inferno para assombrá-la.
Houve-se um barulho atrás dela, quando ela olhou era Anderson, seu namorado, ela o olhou assustada como se estivesse vendo um monstro e perguntou:
_Como você conseguiu entrar aqui?
Ele se explicou dizendo que ninguém atendia a porta e ele ouviu um barulho estranho vindo de dentro, ele caminhou em direção a ela, esta por sua vez o olhava atentamente e percebeu um sorriso malicioso em seu rosto. No rosto do namorado ela viu a figura de Adolfo, ela então correu e Anderson disparou a correr também em direção à ela.
Ele correu mas não conseguiu encontrá-la, mas quando olhou para a parede em sua frente, lá estava o corpo de Ana, foi quando ele apagou, foi acertado em cheio na cabeça por algum objeto pesado.
Quando acordou, ele se viu amarrado a uma cadeira, sua cabeça ainda estava dolorida por causa da pancada, finalmente o assassino veio ao seu encontro, este começou a falar que Luíza merecia tudo aquilo, que ela deveria pagar pelo que fez, a vida dela seria uma vida inútil, mas que Anderson não deveria ter matado aquelas pessoas apenas para incriminá-la. O assassino passava a lâmina de barbear suavemente num vai e vem frenético no pescoço de Anderson, foi quando este deu um grito, ele não poderia acreditar no que estava vendo, aquilo só poderia ser um sonho, na sua frente permanecia sua amada Luíza, com uma expressão sorridente e fria, como se fosse outra pessoa, ela estava prestes a matá-lo, dava pra se ver que ela havia ficado louca.
Anderson começou a falar seu nome:
_Luíza pare por favor, você não é assim, você nunca foi assim, pare eu imploro.
Mas já era tarde, naquele momento ela esfregou a lâmina violentamente contra o pescoço do namorado, este morria lentamente enquanto seu sangue jorrava por todo o local, infestando o quarto num cheiro de morte.
Assim que acabou, ela pegou seu facão e arrancou mais uma cabeça para sua nova coleção.
Ela carregou seu novo prêmio pela casa, afim de chegar ao porão e pendurá-lo na parede, foi quando ela passou frente a um espelho. Então ela parou subitamente, ela não poderia acreditar no que estava vendo, era como se ela houvesse voltado para a vida. Então ela caiu em si e percebeu que foi ela mesma que havia matado à todos.
Luíza parou, ajoelhou-se e chorou, lembrou detalhadamente de tudo o que havia ocorrido. Por beber demais, ela foi fazer uma brincadeira com sua amiga, ela a amarrou e pegou uma faca, e naquele momento ela despertou de dentro dela algo que nem ela pode controlar, depois de esfaquear várias vezes a Jackeline ela foi dormir.
Logo pela amanhã, ela foi ao socorro de sua amiga que estava amarrada, quando chegou lá, ela teve uma leve lembrança de tudo o que havia ocorrido, entrou em choque por alguns minutos, fez o seu trabalho e quando voltou a si, não se lembrou do que fez e criou a paranóia de Adolfo estar vivo e perseguindo-a.
Logo ela chamou sua psicóloga, que percebeu que Luíza estava fora de si, esta resolveu investigar o que havia ocorrido e logo se deu conta que o que a paciente contou era uma história sem nexo e que nada daquilo poderia ter ocorrido senão pelas mãos dela.
Luíza iria naquele momento chamar a polícia, mas de certa forma sentia que não poderia fazer aquilo. Depois da perseguição de Ana, Luíza tinha a idéia fixa de que a psicóloga poderia ter ficado louca, ela armou um plano e a derrubou. Logo teve um instante de surto, matou Ana enquanto esta dormia, arrancou sua cabeça e prendeu o corpo dela na parede. Luíza sentiu nojo e foi vomitar, quando voltou ela parou e viu aquela imagem ensanguentada e aos olhos normais dela, aquilo era horrível e sua obsessão fixa em que Adolfo poderia estar vivo era cada vez maior.
Foi então que seu namorado chegou, em sua mente, ela estava vendo Adolfo e não seu querido amado. O mais interessante é que o assassino colecionador deixou lembranças na mente dela, lembranças frias e psicóticas em que ela não poderia esquecer de nada. Seu subconsciente guardava um assassino necessitado de sangue.
Depois de matar à todos, ela olhou-se no espelho e percebeu que ela era imagem e semelhança de Adolfo, como pai e filha.
Logo após todos esses acontecimentos,Luíza ajoelhou-se e viu que se tornou um monstro, se tornou igual a quem ela mais odiava, ela não sabia o porque, mas aquilo era inevitável, o gosto por sangue e mais sangue tomava conta de sua mente.
Foi quando ela se levantou, foi até a sala, pegou uma tesoura com ponta afiada, mirou contra si mesma e repetidamente acertava contra sua própria barriga e ria de forma sanguinária e assustadora, até que não aguentou mais e caiu no chão.
O tempo se passou, Luíza abria seus olhos novamente, olhou ao redor e viu-se em um hospital, um agente da polícia contou a ela a situação, esta ficaria ali até se curar e logo depois seria enviada à uma clínica psiquiátrica.
O homem finalmente a deixou, ela ficou ali imóvel na cama, seu olhar perdido em alguma direção, em sua mente ela podia escutar o sofrimento daqueles que ela havia matado e em seus lábios permanecia imortalizado o seu sorriso psicótico.

Continua em: Coleção Obsessiva 4 (Fim ou Recomeço?)

Coleção Obsessiva 2: Marcado para Morrer

Batiam à porta de Adolfo, em uma sexta-feira, já eram mais ou menos meia noite, ele se levantou de sua poltrona, atravessou toda a sua residência e foi atender.
Olhou pelo buraco e conseguiu ver uma moça linda, com seus quase 25 anos de idade.
Ele abriu a porta e deu um salto para trás, naquele momento, ele sentiu que já à havia conhecido, ela se apresentou, seu nome era Luíza, praticamente a mulher mais atraente que ele já tinha visto em toda a sua vida.
Ela se auto convidou a entrar, e Adolfo como era um senhor educado aceitou. Ele pegou uma garrafa de café e o serviu em duas xícaras, Luíza então comentou:
_Puxa vida, o senhor mora em uma casa tão bela, é dono de uma das maiores indústrias do país e não possui uma empregada?
Adolfo olhou para o rosto da bela senhorita e viu como ela tinha um ar sarcástico em sua fala. Ele apenas se explicou de algum meio qualquer e ela fingiu que acreditou.
Luíza permaneceu em silêncio e olhava atentamente para o velho, ela nem ao menos se importava com o café.
Adolfo arriscou uma frase:
_Bom senhorita, se não gosta de café, posso trazer um conhaque ou um whisky?
Então em um grito de fúria e intolerância ela lhe respondeu:
_Não lembra quem eu sou? Você é apenas um velho nojento, aonde está aquele teu ar dominador, cadê toda aquela vida, sua memória por acaso está fraca? Não fazem nem cinco anos que tudo aconteceu.
Adolfo entrou em choque, olhava atônito para ela, ele lembrou daquela voz, ele se lembrou daquele rosto, talvez não houvesse lembrado antes, pois a situação que ele conheceu ela, era totalmente outra.
Quando se conheceram Adolfo tinha seus 52 anos e resolveu marcar uma reunião particular, somente entre alguns funcionários da empresa, entre eles lá estava ela, Luíza, com seus 18 anos, Elen com seus 26 , Arnaldo com seus 35 anos e Michele com seus quase 40 anos.
Se reuniram para festejar mais uma meta alcançada, estavam todos muito animados, quando Elen e Arnaldo saíram para um canto e sumiram, logo depois Adolfo se retirou da sala. O tempo se passava, e já era tarde, Luíza se levantava para se despedir de Michele que era a única que permanecia na sala, Michele dizia que iria embora também, mas primeiro precisavam se despedir dos outros. Foi quando houve um grito, perturbador e cruel do outro lado da casa. Saíram as duas correndo, até chegarem ao local, Arnaldo chorava sobre o corpo de Lúcia, este parecia bastante alucinado, em volta dele, uma enorme poça de sangue, a garota parecia ter sido esfaqueada até a morte.
Arnaldo se levantou, pegou um pedaço de pau que estava recostado do lado da parede e avançou contra as duas, foi quando repentinamente Adolfo o golpeou pelas costas, Michele estava pronta para agradece-lo por ter salvo a vida delas, mas observou-o melhor, e viu que sua roupa estava banhada em sangue e ele possuía um sorriso muito estranho.
Adolfo perguntou à elas:
_As senhoritas estão bem? Ele lhes machucou? Chegou a fazer igual eu fiz à Elen? hahahaha
Elas saíram correndo juntas, Michele tropeçou e ficou implorando para que a amiga à ajuda-se, Luíza estava para voltar quando ele apareceu, este possuía um enorme machado nas mãos, então começou a golpear com ele as costas dela, foi um, dois, três golpes insanos, Michele gritava muito, ele então deu um último golpe certeiro em sua cabeça.
Adolfo olhou para Luíza, que olhava indefesa de longe, ele se divertiu com a cena, pegou a cabeça da garota decapitada e mostrou a ela. Luíza correu instantaneamente e se escondeu.
Adolfo procurava-a e a ameaçava, foi quando ela resolveu correr rumo à janela, ele foi atrás, quando ele finalmente à segurou e num imenso esforço ela se soltou e pulou para fora, permaneceu caída no jardim, Adolfo pensou que esta havia morrido pela altura da janela, ficou olhando por um tempo e escutou a voz quase apagada de Arnaldo, em um tom agonizante clamando por ajuda.
O perverso foi até o homem caído, pegou um serrote e disse ao pobre:
_Vai ser rapidinho, você nem irá sentir...
E começou a cortar lentamente, aumentando a velocidade gradativamente, dava pra se ouvir apenas o sufoco que Arnaldo sentia, e Adolfo se divertia.
Logo depois de arrancar mais uma cabeça para a coleção, resolver ir até o jardim, pegar sua outra relíquia, mas esta havia sumido.
Desde então, Adolfo ficou sete anos sem ouvir falar nela, este esteve sempre preparado para responder à acusação polícial pois tinha inúmeras condições de se inocentar, principalmente por ser um dos homens mais humanitários que o mundo já teve.
Mas agora ela estava ali, frente à frente com ele. Ele começou a se levantar lentamente quando levou um golpe fulminante no pescoço. Na hora o mundo parou, aquela cena parecia tão diferente, Luíza estava com sua tesoura enfiada na goela do cruel assassino, este soltou uma lágrima de dor, tentava desesperadamente pedir por piedade, então Luíza riu:
_Hahahaha, enquanto você matava à todos, você não parecia conhecer a palavra piedade, agora você sabe o que é estar no inferno, o que é clamar por redenção, agora você irá pagar por tudo o que fez.
Então ela empurrou sua tesoura até o fim e assistiu-o sangrar friamente. Logo depois, arrancou sua cabeça e foi até o último quarto da casa, parou e observou detalhadamente, dava pra se ver todas as vítimas daquele degenerado, ela então pegou a cabeça dele, ergueu-a, todas as outras olhavam satisfeitas.
Luíza então saiu de lá, foi reviver toda a vida que havia perdido pelo plano de vingança e esquecer daquela noite terrível.
Num canto escuro da casa, dava pra se ouvir risos, soavam como algo horrível e obscuro, era a ex-mulher de Adolfo, finalmente ela havia se realizado, finalmente ela poderia fechar os olhos para sempre.

Continua em: Coleção Obsessiva 3 (O Assassino Misterioso)

Coleção Obsessiva

Estava uma noite chuvosa naquele dia, um senhor de boa aparência física fumava seu cachimbo tranquilamente em sua cadeira, olhava para sua coleção na parede, à admirava como se admira à uma bela mulher. Ele olhava, enquanto conversava com sua companheira, que estava totalmente pálida e em decomposição.
Ela o ameaçava, uma criatura feia, e sem força alguma para conversar. Ele deixou-a ali falando sozinha enquanto, foi ver o jornal. Neste se mencionava um assassino, procurado pela polícia, pois estranhos casos aconteciam por ali, o homem recostou-se em sua cadeira, levou o pescoço para trás e soltou uma leve risada no canto de sua boca. Seu nome era Adolfo, já tinha quase seus 60 anos e pensava em se aposentar de seu posto de empresário, ele era dono de uma das maiores industrias farmacêuticas existentes no país.
Adolfo se lembrou de seu passado, quando tinha mais ou menos seus 25 anos, na época era apenas um farmacêutico que trabalhava em uma empresa simples e sem graça.
Ele não gostava de sua existência simples e sem perigos, queria algo mais, foi quando ele convidou três de seus amigos para ir à sua casa, para assistirem a um filme de Terror que estava fazendo o maior sucesso, O Massacre da Serra Elétrica, compraram as bebidas e se reuniram. Stephania, Laura e Miguel assistiam ao filme junto ao Adolfo, todos se horrorizavam com as cenas de horror, enquanto nosso humilde personagem se divertia com as cenas sangrentas que se passavam.
O filme acabou, mas Adolfo, de uma forma estranha, dizia haver algo mais e bem melhor que o filme para mostrar à eles, mas antes eles precisavam tomar mais uma cervejinha, pois o impacto, segundo ele, poderia ser grande. Todos tomaram a bebida, com exceção de Laura, que já se dizia bem nas alturas, quando ele levou-os ao quarto, Stephania desmaiou de repente, enquanto isso, Miguel recostava-se em uma cadeira com um cansaço imenso. Adolfo então contou o que fez, dopou-os, para que pudesse fazer algumas experiências, Laura tentou correr, enquanto o maníaco a perseguiu.
Adolfo gritava pela sua casa, procurando cômodo por cômodo e gritava em alta voz:
_Este é o fim da linha para você e seus amiguinhos, finalmente posso começar minha coleção, sim, mesmo que ninguém saiba quem eu sou, meus atos serão lembrados, faço isso por ela, ela está me deixando louco, me culpa até hoje por sua morte, já não suporto mais.
Laura, estava escondida debaixo da escada do porão, Adolfo, foi até o porão, deu uma olhada, como não achou nada, saiu.
Durante alguns minutos não se escutava um ruído sequer pela casa, Laura achou que era hora de tomar alguma medida, procurou por algo cortante por perto, encontrou um caco de vidro, bastante cortante por sinal, saiu de lá, ela olhava para todos os lados, já estava perto da porta de saída, esta se encontrava totalmente aberta. Laura se precipitou, saiu correndo velozmente em direção à porta, em toda à casa dava pra escutar um barulho de algo caindo no corredor, ela havia caído, graças ao golpe certeiro que Adolfo deu à ela com o taco de beiseboll. Este fechou a porta, e arrastou-a para seu quarto junto aos outros adormecidos, ele então amarrou-os e esperou que alguém acordasse.
O primeiro à acordar foi Miguel, que desesperado começou a gritar suas companheiras, estas acordaram, e Stephania, que era a mais frágil, abriu a boca à chorar. Miguel pedia calma, Laura ainda estava meio tonta por causa da pancada que recebera.
Começaram a planejar um jeito de fugir, mas para infelicidade deles, ele estava lá, tão superior à eles, tão elegante, dizia que seu novo hobbie seria colecionar a cabeça de suas vítimas. Stephania implorava por piedade, foi quando ele pegou a faca e fez carinho na pobre com esta, e dizia:
_Piedade, está pedindo para a pessoa errada garota, se eu não tive piedade dela, muito menos terei de você.
Começou a esfregar a faca contra o pescoço de Stephania, que se sufocava com seu próprio sangue, aquela imagem era horrível, Laura se esforçava para não olhar enquanto Miguel, parecia impressionado com o sangue gelado do amigo, Adolfo cortava sem dó nem piedade, sem expressão alguma em seu rosto, a única que teve, foi de satisfação quando conseguiu arrancar a cabeça dela.
Depois disso, ele parecia sentir prazer, estava bastante eufórico, Laura começou a chorar e a gritar por socorro, então ele pegou sua furadeira e ameaçou:
_Cale-se! E pare de chorar ou vamos judiar um pouco do joelho se seu amigo aqui.
Como ela não parou de chorar, ele pegou seu brinquedinho e começou a furar o joelho de Miguel, que gritava inconsolávelmente. Depois de um certo tempo, Laura voltou a si e viu o sofrimento do amigo, Adolfo então parou e retirou a arma do joelho do pobre e disse:
_Muito bom garota, finalmente se recompôs, agora sim seu amigo pode morrer sem dor, hahaha!
Adolfo ria histéricamente, e num gesto de fúria, ligou a furadeira, enfiou no pescoço de Miguel e foi rasgando, até conseguir arrancar completamente sua cabeça.
Laura, não aguentou a pressão e desmaiou.
Já de manhã, ela acordou desamarrada, o quarto de Adolfo estava limpo, mas ela tinha algumas feridas em seu calcanhar, ela tentou se levantar, mas sentia muita dor, imaginou se tudo não se passou de um sonho na noite anterior e como tivesse bebido bastante, poderia ter se machucado de algum jeito bobo. Ela saiu do quarto, tentando caminhar depressa, mas quase não saía do lugar.
Finalmente ela estava no corredor que dava para a porta de saída, olhou para frente e viu uma mulher sentada em uma cadeira, esta parecia paralisada, como se estivesse adormecida. Laura chegou perto, tocou-a, e nada. Chegou mais perto e viu como o rosto dela estava deformado e como estava totalmente decomposta pelo tempo, como se já houvesse falecido à muito tempo. Laura levou um susto imenso e percebeu que tudo aquilo que aconteceu foi real, e num gesto de esforço foi caminhando dolorosamente até a saída, foi quando foi surpreendida por Adolfo, que apareceu do nada, como se fosse o assassino do filme Sexta-Feira 13, possuía um machado em suas mãos e com um golpe apenas, arrancou mais uma cabeça para a coleção.
Depois de relembrar tudo isto, Adolfo levantou-se lentamente de sua poltrona e foi ao encontro da mulher que o atormentava, que por coincidência, era a que Laura havia visto, seu nome era Natália, a mulher de Adolfo, que segundo os jornais havia desaparecido em uma viagem que fez. Passou a mão sobre a cabeça dela e novamente olhou para a sua coleção de cabeças na parede, eram mais de 50 faces, estas olhavam para ele com desgosto e fúria. Adolfo apenas sorriu e desejou boa noite à todas.

Continua em - (Coleção Obsessiva 2: Marcado para morrer)

A Garota Silenciosa

Lucas era um jovem dedicado aos estudos, e bastante inteligente, estava estudando engenharia, tinha tudo para conquistar um futuro próspero. Sua família de classe média alta, sempre o apoiava, seu pai pagava seus estudos e se orgulhava do filho que tinha.
O jovem, como não era um cara que saía muito entrava todas as noites no bate-papo, com o intuito de achar alguém que combinasse com ele, mas quase todos os dias não obtia sucesso algum em suas buscas. Até que um dia, ele percebeu uma garota misteriosa na sala que frequentava, seu nick era "garota silenciosa", que por sua vez fazia valer seu nick de forma que não puxava assunto com ninguém, Lucas pensou bastante mas não puxou conversa.
O tempo se passou, e nada, ele não encontrava alguém que pudesse deixa-lo no mínimo interessado. Foi quando ele começou a conversar com a "garota silenciosa".
Ela respondeu ao chamado dele, conversaram por um período de tempo, Lucas se interessou na garota, quase tudo que ela dizia ele concordava, pareciam ser feitos um para o outro. Bruna, este era o nome que ela dizia ser dela, a garota de seus 20 anos estava no terceiro ano de medicina, era totalmente dedicada aos estudos e segundo ela, estava na sala de bate-papo pelo mesmo motivo que o dele.
O tempo se passou, e estavam cada dia mais ligados um ao outro. Marcaram um encontro pessoal, estavam finalmente frente-a-frente, ela era uma bela mulher, cabelos negros, pele branca, corpo escultural e usava óculos, o que a deixava ainda mais atraente aos olhos de Lucas. A jovem soltava vários elogios a ele, logo ele, que sempre foi rejeitado pelas garotas por ser considerado feio, com seus óculos de fundo de garrafa e dentes iguais aos da Mônica.
Conversaram a noite toda e estavam completamente atraídos um pelo outro. No fim, antes de se despedirem se beijaram, um beijo caloroso e apaixonado.
Os dias se passavam e os dois estavam cada dia mais apaixonados, até que em um certo dia Bruna chamou Lucas para ir à sua casa, para que ele pudesse conhecer seus pais. Este estava muito empolgado, se sentia nas nuvens, nunca pensou que encontraria uma mulher maravilhosa como aquela.
Finalmente chegaram na casa dela. Ela tirou a chave de sua bolsa e abriu a porta, ela chamou pelos pais, mas ninguém veio recebê-los. Bruna dizia que eles talvez houvessem saído, mas deveriam retornar logo, ele compreendeu e foram os dois para a sala conversar um pouco.
Conversa vai e conversa vem, os dois estavam em um amasso incrível no sofá. Lucas preocupadíssimo por medo dos pais da moça chegarem e verem aquela cena. Pararam um pouco, Bruna buscou um suco natural e deu para ele beber, como estava com muita sede, bebeu tudo de uma só vez.
Passaram-se alguns minutos e ele começou a se sentir com um sono extremo, disse a ela que iria embora, mas ela observando o estado do rapaz, não permitiu que isso acontecesse, colocou-o deitado no sofá e este adormeceu.
Lucas acordou no outro dia, se levantou mas ainda estava zonzo, então ele saiu ao encontro de Bruna, procurou por toda a casa, foi quando ele ouviu um horrível grito de socorro vindo do fundo do porão, este permaneceu totalmente paralisado e sentiu um imenso frio lhe subir por sobre a espinha. Sua vontade de ir embora daquele lugar era imensa, mas ele pretendia encontrar sua amada.
Foi quando ele desceu ao porão clamando pelo nome da jovem, chegando lá ele observou que de longe havia um jovem acorrentado à cama e com as tripas pulando para fora. Este estava numa expressão angustiante de dor. Lucas foi em direção a ele, com o intuito de ajudá-lo, mas recebeu uma forte pancada no joelho causada por Bruna e um pedaço de cano. Ele caiu no chão e não conseguia se levantar, realmente havia sido uma bela pancada, sem chances alguma dele se recompôr.
A jovem estava séria, observava-o de forma estranha, sem sentimento algum no olhar, ela esperava para ver qual seria o próximo ato do rapaz.
Lucas perguntava repetidamente o porque daquilo, dizia várias coisas, mas ela permanecia em silêncio e apenas o observava. O rapaz então começou a se rastejar até a escada, a moça então foi até ele e lhe deu um golpe forte nas costas, deixando-o sem ar.
Com bastante esforço ele voltou a respirar, ele suava frio, estava desesperado, aquilo só poderia ser um pesadelo ou então uma terrível brincadeira de mal gosto. Ela o pegou pelo braço, arrastou-o para perto do rapaz amarrado na cama e colocou ele de forma que pudesse ver o que ela faria.
O homem acorrentado gritava de pavor ao ver a mulher, ela pegou seu bisturi e começou a abrir o restante da barriga do pobre, uma cena totalmente grotesca, o homem na cama vomitava sangue constantemente, ela brincava com as tripas dele, passava a língua por sobre elas. No rosto dela, não havia sequer alguma expressão, ela não parecia se deliciar com aquilo, mas também não demonstrava algum arrependimento ou piedade, ela apenas o fazia e observava todas as expressões do rapaz.
Havia sangue por todos os lados, como Bruna se concentrava no rapaz acorrentado, Lucas tentou novamente fugir, se arrastou com imensa dificuldade até a escada, quando chegou lá, a moça por sua infelicidade parou na sua frente, com o dedo fez um sinal de desaprovação. Ela novamente o arrastou para perto do outro homem, este parecia já nem estar nesse mundo de tão transtornado que estava.
Ela chegou novamente perto ao homem da cama e o beijou suavemente, aquela cena parecia ser um doce delírio, uma suave loucura, até que ela o mordeu e arrancou os lábios dele nos dentes, este gritava e se contorcia de dor, até que ele parou de respirar. Foi quando caiu dos olhos dela uma torre de lágrimas, aquilo foi realmente estranho e assustador, ela estava triste como se houvesse perdido alguém especial, como aquilo poderia acontecer?
Bruna pegou uma toalha, enxugou sua lágrimas e subiu as escadas trancando a porta ao sair. Lucas ficou em estado de choque, estava assustado e perturbado com tudo aquilo que viu, serio aquilo real, ou apenas uma imaginação de sua mente. Mas com o corpo de um homem horrivelmente torturado em sua frente ele não poderia duvidar. Sem dizer que mais no fundo do local em que ele estava, dava pra se ver e sentir que tinha alguns corpos em decomposição no fundo, o cheiro daquele local era putrefado, talvez ele não houvesse percebido antes, mas agora ele sentia claramente aquele fedor invadindo as suas narinas.
Então a porta se abriu, Bruna entrou com uma faca de cozinha nas mãos, olhou nos olhos de Lucas, o acariciou e enfiou a faca em seu estômago retirando rapidamente. Ele sofria e gritava de dor, ela como sempre observando sem perder detalhe algum da situação e lentamente ela empurrava sua faca contra ele, num vai e vem doentio. O sangue pulava por todos os lados, o rosto dela havia sumido em meio ao sangue que voava nela, Lucas não suportou mais e faleceu diante daquele rosto obcecado e doentio.
Bruna subiu as escadas, foi tomar banho e se arrumar. Quando chegou a noite, sua campainha tocou, ela foi atender, era Alfredo, seu mais novo pretendente, naquela situação ele havia vindo conhecer os pais da amada. Esta que na verdade era órfã, não possuía sequer uma família.
Ela deixou Alfredo na sala e foi preparar um suco, retirou um calmante da gaveta e jogou dentro da bebida do rapaz, bom, o resto já da pra imaginar.
Ainda ontem ouvi falar dessa moça no jornal, encontraram em sua residência uma dezena de cadáveres, a polícia permanecia numa investigação profunda em busca de Bruna, mas sem sucesso algum.
Enquanto isso no bate-papo, um rapaz estava empolgado, pois havia acabado de conhecer aquela que na sua cabeça seria o amor de sua vida, uma moça legal e simpática na forma de conversar, haviam marcado um encontro para aquela noite, ela com certeza estaria pronta para mostrar e fazer jus ao nome que carregava, a "garota silenciosa"."

Cidade dos Mortos

Faz muito calor hoje, uma tarde ensolarada, estou muito cansado e com muito sono, estou passeando com o meu carro pela cidade, passando por onde os meninos costumavam jogar futebol, mas existe ali agora um vazio imenso. As casas todas abandonadas, sangue pela calçada, tudo deserto.
Estou passando agora em frente a uma mercearia daqui, deveriam haver dois velhinhos vendendo seus produtos, a velhinha sempre nos atendia com algo na mão, sempre estava comendo uma fruta gostosa e nos oferecia, mas pelo que parece, ela parece preferir devorar os clientes hoje em dia, mas sem chance alguma de oferecer um pedaço à alguém.
Se for parar pra pensar os tempos agora são o mesmo de sempre, pois dava pra se ver como as pessoas tentavam se devorar umas as outras. Não era da mesma forma, mas era praticamente a mesma coisa.
Eu lembro do dia em que tudo começou, eu estava sentando em minha poltrona, assistia ao jornal tranquilamente, quando eu ouvi um barulho muito estranho no quintal.
Como eu pensava que era um ladrão por já ser noite, peguei uma faca e uma lanterna e resolvi checar. Havia um cheiro totalmente estragado no ar, como se alguma carne estivesse putrefada. Liguei à lanterna e me deparei com algo monstruoso, uma mulher chorava compulsivamente, dava pra se ver como ela estava descontrolada, havia muito sangue em sua roupa e ela possuía um machado que por aparência estava bem afiado. Com toda a certeza ela tinha pulado o muro, que não era tão alto assim.
Ela atacou a mim com uma fúria descomunal, eu a segurei e arranquei a arma de sua mão, ela se deixou cair e a implorar pela sua vida, dei-lhe um tapa e ela então se recompôs, mas em alguns segundos estava novamente histérica, dizia que os mortos estavam perseguindo-a, seu nome era Camila, uma loira magrela e branca, mas que por sinal era muito atraente, mas naquela situação, não dava pra reconhecer a sua beleza.
Levei-a para dentro de casa, ela tinha mordidas diversas espalhadas pelo corpo, dei-lhe algum remédio pra dor, ela deitou no sofá e dormiu. Liguei o rádio, e pude escutar então vários acontecimentos estranhos, pessoas que estavam mortas se levantavam e atacavam quem viam pela frente. O rádio aconselhava a todos para ficarem em suas residências, pois seria mais seguro. Pensei ser um trote e comecei a dar risada, se não fosse trote o que poderia ser? Com toda a certeza aquilo era uma brincadeira de muito mal gosto.
Fui olhar como Camila estava, sua temperatura aparentemente parecia estar muito baixa, ela estava gelada como um cádaver e dormia profundamente. Eu olhava-a atentamente, estava pensando aonde ela havia arrumado todo aquele sangue, de quem ela fugia, foi quando ela abriu os olhos, mas algo parecia estranho, ela possuía um imenso vazio no olhar, seus olhos estavam brancos como a neve, ela se levantou lentamente e veio ao meu encontro. Seu estado estava totalmente cadavérico, ela se arrastava com muita dificuldade, estava desesperada pra chegar até mim. Cada vez mais eu me afastava, de repente me vi encurralado, ela me segurou com toda a sua força, tentava me morder, caímos e rolamos no chão, consegui me soltar, fui em busca da minha faca, esperei ela vim e enfiei em seu estômago o sangue jorrou, mas ela não parou, então fui até o machado que ela havia trazido, dei um golpe certeiro bem no meio de sua cabeça e ela caiu.
Fiquei ali parado por vários minutos, enquanto no rádio se dizia que o único meio de se matar as criaturas era um golpe certeiro em seus crânios. Se dizia que as autoridades já tinham o controle da situação, sem querer deixei escapar uma risada, aquilo seria mesmo real.
Resolvi sair, abri a porta da frente e de longe dava pra se ver eles, andando lentamente, marchando ao ritmo da morte, procurando por carne humana. Quando então percebi que já havia um bem perto, disparei a correr loucamente. Corri bastante até chegar perto de um carro da polícia, caminhei lentamente até ele afim de pedir ajuda, mas então eu presenciei uma cena muito forte, três pessoas devoravam furiosamente o policial, sangue por todos os lados, tripas sendo devoradas em segundos, então sai de lá e fui procurar alguma forma de sair da cidade.
Por onde eu passava havia os famosos mortos vivos, os aspectos deles eram iguais aos dos filmes. Vi uma jovem correndo e gritando histericamente, quando ela deu de frente com um dos monstros, que a agarrou, mordeu violentamente seu pescoço, o sangue espirrava para cima, uma cena horrível e lamentável.
Finalmente achei um carro com a chave na ignição, quando fui entrar, fui surpreendido por um cádaver que já estava em decomposição, este mordeu meu ombro violentamente, acertei-lhe um soco e o empurrei, procurei por algum pedaço de pau no chão, fui até ele, e acertei a sua cabeça de forma violenta, até que todo o seu crânio saísse para fora, entrei no carro e sai por ai.
Passei toda a madrugada acordado, estava debilitado, o local da mordida estava completamente inflamado. Andei de carro por quase toda a cidade, já era uma tarde ensolarada, quando dormi no volante e acabei sofrendo um acidente.
Quando acordei sentia uma fome enorme, uma criatura se aproximou de mim e me cumprimentou, olhei assustado, como aquilo poderia acontecer. Cheguei em frente a um espelho, olhei detalhadamente, e percebi como meus olhos estavam brancos. Percebi que eu havia falecido e voltei, mas me sentia inteiro e normal, apenas a fome me incomodava, ela me fazia sentir uma dor aguda e cruelmente sufocante.
Vi uma linda moça correr junto ao seu namorado e se esconder ali por perto. Agora eu já tinha meu lanche da tarde garantido, talvez naquele momento eu pudesse perceber o que vi num filme. Uma mulher comentava sobre os zumbis:
_Eles são nós, nós somos eles e eles são nós.
Eu estava totalmente de acordo, mesmo vivo ou morto, a maioria dos seres humanos só pensam em si mesmos e naquele momento eu estava pronto para ser um humano mesmo estando morto, nem ligaria para o sofrimento do casal, eu estava pensando apenas em mim mesmo e como iria ser bom se alimentar da carne deles.
Depois daquele delicioso banquete talvez fosse difícil achar mais alguém vivo naquela cidade, a grande Cidade dos Mortos."

O Filho de Brenda

Ela vivia em uma cidade pequena e quase deserta, seu nome era Brenda, esperava um filho nascer de seu ventre, ela se sentia tão feliz, tinha quase tudo que sonhava, um bom marido, uma vida simples e sem brigas.
Mas seu mundo desabou quando um profeta da cidade condenou a mulher dizendo que seu filho era o fruto do mal, seu marido religioso queria que ela abortasse a qualquer preço, mas ela não o fez.
O tempo se passou e o lindo casal acabou por se separar, seu esposo ficou tão triste que acabou por se enforcar.
Brenda era uma pessoa forte, levantou a cabeça e seguiu em frente, enfrentando a tudo e todos. Deu à luz à seu filho sozinha, ninguém se propôs a ajudar, queriam ver seu filho morto. E então ele nasceu, um bebê lindo e com muita saúde.
Ela o criou, deu seu amor à ele, seu nome era Jerry, este por ser tão carismático, acabou por fazer amizades. Na escola era o mais inteligente, as professoras sempre o elogiavam, tinha muitos amigos. mas então o profeta surgiu novamente e condenou a pobre criança, dizendo que este seria filho do mal, ninguém acreditou nele, principalmente por Jerry ser um menino tão bom.
Os dias passaram-se, e no jornal tinha uma notícia que deixou a todos muito espantados, o famoso profeta tinha sido esfaqueado até à morte na noite anterior, deram sua morte como um possível suícidio, pois a faca encontrava-se segura em sua mão e não havia chance alguma de alguém tê-lo assassinado.
O tempo passou, Jerry se tornou um homem forte e trabalhador, ajudava sua mãe de todas as formas. Na cidade estava quase tudo saindo bem, à não ser a grande onda de suícidios que assombravam a cidade.
Certo dia, no centro da pobre cidadezinha, apareceu uma mulher, que ria compulsivamente, como se tivesse ficado louca, ela possuía uma motosserra em sua mão, logo ela cortou uma de suas pernas na frente de todos, todos ali estavam em estado de choque, então ela cortou a outra, um velho da cidade tomou a arma da mão dela e num último gesto de insanidade e loucura ela enfiou a mão e logo o braço dentro de sua boca, e com toda a sua força, foi arrando suas tripas e as jogou fora, todos estavam horrorizados, enquanto Jerry, parecia se divertir com o sofrimento da pobre, logo depois ela caiu, como um boneco no chão, formava-se uma poça de sangue em volta dela.
Quando Jerry e sua mãe chegaram em casa, já era noite, foi quando sua mãe foi rezar e ele não queria aquilo, proibiu-a de rezar, ela então o enfrentou e num gesto de fúria deu-lhe um tapa, Jerry enfureceu-se e saiu pela rua como um louco, sua mãe atrás pedindo desculpas.
Ele parou no meio da cidade, e então se concentrou, as pessoas o olhavam curiosas, quando de repente viu-se uma mulher que batia a cabeça na parede, outro começou a engolir pedras, enquanto outro se comia num ato de selvageria e fome. Sua mãe então pode ver, o monstro que seu filho era, pessoas sangravam até a morte, foi quando sua mãe implorou, ela dizia que o amava, ele então chorou, viu o que tinha feito e era terrível, os que ainda estavam vivos olhavam-o num gesto de desprezo e nojo.
Ele pediu perdão a sua mãe, e cortou seu pescoço, começou a sangrar como um porco sacrificado, caindo-se para frente e dando adeus à sua pobre existência.
Enquanto sua mãe ficou de luto, a cidade festejava.
O tempo se passou, a cidade esqueceu dos acontecimentos passados, agora tinham novas preocupações, havia um assassino na cidade, matava a todos de forma cruel, e roubava suas cabeças.
Enquanto em sua humilde residência, a pobre Brenda, não tinha mais quase nada para alegrá-la, a não ser sua incrível coleção de cabeças humanas."

A Morte de Joana

Em uma noite de quarta- feira, no dia 13, às 03:30 da manhã, lá está ela, andando como um defunto, caminhando ao ritmo da morte, flutuando em seu mundo pessoal, sem fazer mal a ninguém.
Com seu vestido preto, botas pretas, olhar cor de mel, pele branca e cabelos negros. Passeando na sua livre inocência, sem pesar algum na consciência, como se ela fosse sozinha no mundo.
Sempre ouvia-se dizer que ela era bruxa, o inferno tocava todas as manhãs em seu rádio, e a vizinhança se escondia temendo algo terrível, ela não prejudicava ninguém, ela vivia em seu próprio mundo.
Mas de repente, o mundo se vira contra ela: queimem a bruxa, arranquem sua cabeça.
De repente o mundo se torna sanguinário: joguem o sangue impuro dela aos porcos, a enterrem como um indigente.
E então o fizeram, ao invés da guilhotina utilizaram a forca, era tão difícil olhar para aqueles olhos, sem sofrimento algum, sem algo para se preocupar, todos se perdiam naquele olhar vazio, como se nem a dor nem o ódio penetrassem em sua alma.

E então ela se foi, num último suspiro, num último grito, suas únicas palavras foram de vingança e então o céu escureceu-se, o chão se abriu, muitos foram engolidos, um desespero agonizante, os insetos comiam vivos aqueles que haviam sobrevivido, um massacre total.
Em uma última visão, pude ver o sorriso dela em seu rosto, talvez nunca houvesse visto, mas eu vi, ela agia de um jeito estranhamente satisfeito, talvez fosse aquilo que ela sempre quis. Depois disso, não vi mais nada, apenas senti uma forte dor no pescoço, acordei no mesmo lugar, ali naquela cidadezinha pacata, agora havia apenas cadáveres mutilados e em um estágio de decomposição avançado.
Ainda hoje eu me lembrava daquele dia, eu me lembrei do rosto de cada um, ainda hoje eu me diverti com os gritos, gritos agonizantes e sufocantes, daqueles que foram massacrados naquela noite, na noite da morte da Joana."

Ela era uma zumbi adolescente

Bom, eu não sei por onde começo a história da minha paixão, eu nem sei com quais palavras seria melhor para poder descrever o meu sentimento, bom irei dizer da forma mais simples e amorosa possível: “Tudo começou quando eu caminhava pelo cemitério.
Eu estava visitando meus familiares e entes queridos que já há algum tempo faleceram. Quando eu estava para ir embora, algo me chamou a atenção, o rosto naquela lápide era tão lindo, tão sedutor, resolvi então admirar aquela imagem, todos os dias eu levava rosas a ela, até que um dia, ela se levantou de seu túmulo e veio ao meu encontro.
Bom, eu mal podia acreditar no que eu estava vendo, seu corpo estava em decomposição, mas permanecia muito atraente, eu estava apaixonado por aquela figura, então resolvemos sair para dar uma volta, fomos tomar sorvete, mas o mais interessante é que ela preferiu devorar o sorveteiro, por mim tudo bem, desde que ela esteja feliz.
Estava tudo tão bom, aquela noite linda, a lua cheia irradiando o brilho da escuridão, ela caminhava lentamente, me olhando como se quisesse pular em mim, nossa, como ela me deixava louco, então, já era madrugada quando eu a deixei em seu lar.Voltei para visitá-la no outro dia com um gatinho que eu daria a ela de presente, ela adorou, gostou tanto que até deu uma mordida, aquele verme daquele gatinho entendeu mal as coisas e fugiu, oh meu deus, como ela ficou triste, eu não poderia deixá-la assim, ela parecia gostar dos animais, ou então da carne deles, mas por mim isso pouco importa desde que eu possa vê-la sorrindo, um sorriso sujo e sanguinário, pedindo mais e mais.
Foi então quando eu arrisquei um beijo, ela então parecia ter gostado, estávamos num amasso incrível, eu mal podia acreditar como o beijo dela era tão suave, ela então de um jeito carinhoso pediu para morder o meu rosto, eu estava tão louco que aceitei, minha nossa, como aquela mordida foi gostosa, eu mal podia imaginar, meu coração estava quase pulando pela boca, e ela mordia mais e mais, e o meu sangue escorria, ela adorava essa imagem, e eu gostava de vê-la assim, mas infelizmente eu estava perdendo muito sangue, eu queria que ela parasse, mas relutei, pois eu queria que minha última imagem era ver aquele rosto lindo, olhando em minha direção.
Mas, a vida é uma coisa patética às vezes, eu acordei daquele lindo sonho, maldição, como o mundo é cruel, como a realidade gosta de brincar com a gente. Mas até hoje eu ainda visito o seu túmulo, na esperança de ver você de pé, da mesma forma que em meu sonho, eu faço de tudo para que um dia isso aconteça.
Bom meus caros, pelo que podem ver ela não era apenas um cadáver em decomposição, ela era mais que isso, ela era o amor da minha pobre existência, ela era uma zumbi adolescente."

A Noite dos Mortos Vivos

Hoje a noite, teremos que correr para sobreviver, teremos que ser espertos, os mortos estão de pé...
Esta é a noite do Apocalipse, a noite esperada, onde os mortos julgarão os vivos, e a sentença é:
“Furiosa alimentação por carne humana...”
O inferno está cheio, eles estão vindo de toda a parte, comendo tripas, arrancando cérebros, não há como escapar...
Grite baby, por favor grite, seus gritos me deixam tão excitado,
Talvez eu pudesse morrer para lhe perseguir, oh por favor não pare, grite, tenha medo, eu adoro o medo...
Você é tão diferente dos outros, tão especial, você não é uma pessoa comum, sua beleza me espanta, seus gritos são tão suaves e delicados,
Seu olhar está me hipnotizando, talvez eu também queira sua carne assim como eles,
Por favor não me leve a mal, você é tudo que eu sempre quis, sua pele é tão cheirosa, sua carne deve ser deliciosa,
Sua pele branca irá se tornar descomunalmente pálida, oh como eu quero ver isso,
Venha baby, grite para mim, sinta meus dentes penetrando cada vez mais fundo a sua carne, Venha, devore-me também, não é muito que estou lhe pedindo, não, eu não sou louco, eu amo você,
Amo sua carne de um jeito estranhamente obsessivo, venha não vai doer muito, eu quero ver você sangrar,
Faça-me sangrar também baby, por favor, fique comigo, talvez se morrermos juntos ficaremos vagando pela eternidade, isso é ótimo, ver você apodrecendo para sempre, oh como isso é bom,
Ver o seu lindo cadáver de pé, deixe-me apenas lhe devorar, é tudo o que eu lhe peço, vamos nos comer pois só temos um ao outro,
Até que a noite termine, "A Noite dos Mortos Vivos"...