22 de nov de 2011

Coleção Obsessiva 2: Marcado para Morrer

Batiam à porta de Adolfo, em uma sexta-feira, já eram mais ou menos meia noite, ele se levantou de sua poltrona, atravessou toda a sua residência e foi atender.
Olhou pelo buraco e conseguiu ver uma moça linda, com seus quase 25 anos de idade.
Ele abriu a porta e deu um salto para trás, naquele momento, ele sentiu que já à havia conhecido, ela se apresentou, seu nome era Luíza, praticamente a mulher mais atraente que ele já tinha visto em toda a sua vida.
Ela se auto convidou a entrar, e Adolfo como era um senhor educado aceitou. Ele pegou uma garrafa de café e o serviu em duas xícaras, Luíza então comentou:
_Puxa vida, o senhor mora em uma casa tão bela, é dono de uma das maiores indústrias do país e não possui uma empregada?
Adolfo olhou para o rosto da bela senhorita e viu como ela tinha um ar sarcástico em sua fala. Ele apenas se explicou de algum meio qualquer e ela fingiu que acreditou.
Luíza permaneceu em silêncio e olhava atentamente para o velho, ela nem ao menos se importava com o café.
Adolfo arriscou uma frase:
_Bom senhorita, se não gosta de café, posso trazer um conhaque ou um whisky?
Então em um grito de fúria e intolerância ela lhe respondeu:
_Não lembra quem eu sou? Você é apenas um velho nojento, aonde está aquele teu ar dominador, cadê toda aquela vida, sua memória por acaso está fraca? Não fazem nem cinco anos que tudo aconteceu.
Adolfo entrou em choque, olhava atônito para ela, ele lembrou daquela voz, ele se lembrou daquele rosto, talvez não houvesse lembrado antes, pois a situação que ele conheceu ela, era totalmente outra.
Quando se conheceram Adolfo tinha seus 52 anos e resolveu marcar uma reunião particular, somente entre alguns funcionários da empresa, entre eles lá estava ela, Luíza, com seus 18 anos, Elen com seus 26 , Arnaldo com seus 35 anos e Michele com seus quase 40 anos.
Se reuniram para festejar mais uma meta alcançada, estavam todos muito animados, quando Elen e Arnaldo saíram para um canto e sumiram, logo depois Adolfo se retirou da sala. O tempo se passava, e já era tarde, Luíza se levantava para se despedir de Michele que era a única que permanecia na sala, Michele dizia que iria embora também, mas primeiro precisavam se despedir dos outros. Foi quando houve um grito, perturbador e cruel do outro lado da casa. Saíram as duas correndo, até chegarem ao local, Arnaldo chorava sobre o corpo de Lúcia, este parecia bastante alucinado, em volta dele, uma enorme poça de sangue, a garota parecia ter sido esfaqueada até a morte.
Arnaldo se levantou, pegou um pedaço de pau que estava recostado do lado da parede e avançou contra as duas, foi quando repentinamente Adolfo o golpeou pelas costas, Michele estava pronta para agradece-lo por ter salvo a vida delas, mas observou-o melhor, e viu que sua roupa estava banhada em sangue e ele possuía um sorriso muito estranho.
Adolfo perguntou à elas:
_As senhoritas estão bem? Ele lhes machucou? Chegou a fazer igual eu fiz à Elen? hahahaha
Elas saíram correndo juntas, Michele tropeçou e ficou implorando para que a amiga à ajuda-se, Luíza estava para voltar quando ele apareceu, este possuía um enorme machado nas mãos, então começou a golpear com ele as costas dela, foi um, dois, três golpes insanos, Michele gritava muito, ele então deu um último golpe certeiro em sua cabeça.
Adolfo olhou para Luíza, que olhava indefesa de longe, ele se divertiu com a cena, pegou a cabeça da garota decapitada e mostrou a ela. Luíza correu instantaneamente e se escondeu.
Adolfo procurava-a e a ameaçava, foi quando ela resolveu correr rumo à janela, ele foi atrás, quando ele finalmente à segurou e num imenso esforço ela se soltou e pulou para fora, permaneceu caída no jardim, Adolfo pensou que esta havia morrido pela altura da janela, ficou olhando por um tempo e escutou a voz quase apagada de Arnaldo, em um tom agonizante clamando por ajuda.
O perverso foi até o homem caído, pegou um serrote e disse ao pobre:
_Vai ser rapidinho, você nem irá sentir...
E começou a cortar lentamente, aumentando a velocidade gradativamente, dava pra se ouvir apenas o sufoco que Arnaldo sentia, e Adolfo se divertia.
Logo depois de arrancar mais uma cabeça para a coleção, resolver ir até o jardim, pegar sua outra relíquia, mas esta havia sumido.
Desde então, Adolfo ficou sete anos sem ouvir falar nela, este esteve sempre preparado para responder à acusação polícial pois tinha inúmeras condições de se inocentar, principalmente por ser um dos homens mais humanitários que o mundo já teve.
Mas agora ela estava ali, frente à frente com ele. Ele começou a se levantar lentamente quando levou um golpe fulminante no pescoço. Na hora o mundo parou, aquela cena parecia tão diferente, Luíza estava com sua tesoura enfiada na goela do cruel assassino, este soltou uma lágrima de dor, tentava desesperadamente pedir por piedade, então Luíza riu:
_Hahahaha, enquanto você matava à todos, você não parecia conhecer a palavra piedade, agora você sabe o que é estar no inferno, o que é clamar por redenção, agora você irá pagar por tudo o que fez.
Então ela empurrou sua tesoura até o fim e assistiu-o sangrar friamente. Logo depois, arrancou sua cabeça e foi até o último quarto da casa, parou e observou detalhadamente, dava pra se ver todas as vítimas daquele degenerado, ela então pegou a cabeça dele, ergueu-a, todas as outras olhavam satisfeitas.
Luíza então saiu de lá, foi reviver toda a vida que havia perdido pelo plano de vingança e esquecer daquela noite terrível.
Num canto escuro da casa, dava pra se ouvir risos, soavam como algo horrível e obscuro, era a ex-mulher de Adolfo, finalmente ela havia se realizado, finalmente ela poderia fechar os olhos para sempre.

Continua em: Coleção Obsessiva 3 (O Assassino Misterioso)

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