21 de out de 2012

Perseguição Mortal 2: Mortes na estrada


Eram 6 horas da manhã, três jovens estavam na estrada, viajavam para assistir um show do Rob Zombie, estavam eufóricos e queriam chegar mais cedo para acharem um local mais à frente no palco. Marcos, William e Débora sempre curtiram um bom rock’n roll e não poderiam perder aquele espetáculo.
Durante o percurso avistaram uma grota pedindo carona, seu carro estava aparentemente estragado fora da estrada. Débora pediu para que os rapazes não parassem, porém William disse que gostou da moça, ainda mais que ela usava uma camiseta do Alice Cooper. Pararam então e a moça se apresentou, seu nome era Mariana, seu carro havia aquecido o motor e ficou sem condições de continuar seu percurso. Coincidentemente ela também iria ao show e perguntou se poderia ir com eles. Mesmo os rapazes se oferecendo para olhar o problema do carro, a moça recusou dizendo que não poderiam perder tempo, de lá ligaria para um guincho.
Os 4 então seguiram viagem. Conversavam sobre várias bandas de rock, punk e metal. A moça agradava os rapazes com seu conhecimento e sua personalidade forte, além de ter um agradável sorriso no rosto. A única que se sentia incomodada era Débora, que pediu para pararem no meio do caminho para fazer suas necessidades. A garota adentrou em meio ao mato e sumiu por alguns minutos.
Passados 10 minutos, a garota saiu do mato e se deparou com uma cena horrenda. Com a cabeça esmagada na porta do carro estava o corpo de Marcos, ao rapaz estava irreconhecível, a parte de cima do seu corpo havia se transformado em apenas sangue. Um pouco mais à frente estava William, caído em volta à uma poça de sangue, provavelmente o seu. Mariana então começou a rir alto, ela estava atrás de Débora e se deliciava com o rosto de espanto da garota. A reação de Débora foi correr. Mariana então deu um grito: “_Pode correr, mas não chegará muito longe. Se eu consegui matar dois homens, imagina o que eu não faço a uma garota patética e mimada.”
Débora correu um longo caminho, aos poucos sua correria se tornou apenas passos cansados, passados mais alguns minutos ela caiu.
Já era por volta de 12:00 quando Débora acordou, estava exausta, havia andado quilômetros sem nada para beber ou comer. Ao longe ela avistou um depósito. Caminhou então até ele na esperança de encontrar alguém para ajudá-la. Chegando lá percebeu que se tratava de um posto policial, seu rosto então se encheu de esperança, pois os policiais poderiam lhe prestar ajuda.
A mulher chamou, tocou a campainha e nada de virem atender. Resolveu adentrar o local. Achou a água que tanto queria  matou sua sede, porém sua alegria durou pouco, pois bem em frente à ela estava Mariana sorrindo satisfeita com a cabeça de um homem em suas mãos, o sangue pingava num ritmo frenético daquela cabeça, o sorriso no rosto de Mariana causava bem mais incômodo que aquela cena horrenda. Débora correu novamente, tropicando logo à frente no resto do corpo do policial. Levantou-se novamente e viu um outro policial morto em uma cadeira, este havia sido aparentemente enforcado pelo fio do telefone. Chegando à porta da saída, Débora foi abordada por dois policiais, que a renderam e a algemaram. A mulher gritava e dizia que tinha uma assassina atrás dela. Um dos policiais investigou o local e como não achou mais ninguém, decidiu que o melhor a fazer seria levar a garota com eles à delegacia mais próxima.
Caminhando em direção à viatura, Débora avistou o carro de seus amigos passando por eles. Ela tentou dizer aos policiais que a assassina estaria naquele carro, mas estes não lhe deram ouvidos. Adentraram à viatura e pegaram a estrada afim de chegar à delegacia.
No meio do caminho, acharam o carro dos amigos de Débora parado no meio da estrada, bem em frente a um posto de gasolina que aparentava estar abandonado. Débora gritava e implorava para irem embora dali, mas os policiais a ignoraram novamente e foram examinar o carro. Acharam os corpos dos amigos de Débora em situação deplorável. Enquanto um ficou ali examinando o veículo, o outro adentrou a lojinha dentro do posto para verificar a situação do mesmo. Assim que entrou, tomou uma facada no estômago, caiu lentamente de joelhos, olhou para os olhos frios e o sorriso maligno da jovem, logo foi ao chão aparentemente morto.
Passaram-se alguns minutos, ouve um tiro dentro da lojinha, o outro policial correu até lá e avistou seu amigo caído, olhou para o lado e teve uma arma encostada bem no meio da sua testa. Logo após o aperto do gatilho, seus miolos voaram teatralmente e mancharam a parede com sangue. Mariana saiu caminhando lentamente do posto em direção à viatura com uma satisfação visível no rosto e uma faca em mãos. Débora já estava em desespero nessa hora, até que se ouviu um tiro, uma mancha logo se formou na camiseta de Mariana na altura do estômago, ela então caiu. De lá do posto vinha o policial que havia tomado a facada na barriga, este caminhava meio em dificuldade, olhou por alguns instantes para o corpo de Mariana, logo foi em direção à viatura para libertar Débora. Num pequeno descuido a felicidade dos sobreviventes se foi. Mariana atacou o policial pelas costas com uma facada na cabeça. Continuou esfaqueando o policial no chão diversas vezes com uma fúria animalesca e fora do comum, a aparência de garota boazinha parecia que nunca existiu naquele momento, até seu sorriso enigmático havia desaparecido de seu rosto. Mesmo em meio todo aquele sangue, Mariana não se satisfez, pegou o revólver do policial e atirou duas vezes contra a cabeça do mesmo. Finalmente satisfeita, ela olhou com seu famoso sorriso cativante para Débora, um sorriso que ao fundo guardava sentimentos frios e sádicos. Débora estava encolhida em um canto da viatura horrorizada com a cena que acabara de presenciar.
Um dia depois, podia se ver várias viaturas da polícia, ambulâncias e também a imprensa. O massacre chocou todo o país, Débora ficaria conhecida como uma pessoa terrível, não só por este acontecimento, mas também pelas mortes que haviam acontecendo durante algum tempo nas estradas. Dentro da viatura ela estava morta, com uma arma em mãos, uma faca bem ao lado, os pulsos cortados e um furo provocado por um tiro milimetricamente no meio de sua testa. Do seu lado estava escrito em sangue a frase: “Me desculpem pela bagunça.”
Com medo de causar uma histeria geral, a polícia declarou que a mulher teve um surto e matou todos ali e logo percebendo o quão terrível foi o que fez, resolver tirar a própria vida.
Enquanto isso, em outra estrada qualquer, Mariana adentrava em um automóvel, sua nova vítima era um rapaz jovem, aparentemente bem de vida. Seu carro dava inveja a qualquer um. Dias depois achariam o rapaz jogado em meio a um matagal, com as tripas expostas e sem vida. Mariana como sempre, continuaria sua jornada “sadia” e “inocente” pelo mundo, em busca de novas experiências para saciar sua sede de sangue e desespero.

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