19 de jun de 2013

Sob o domínio do Mal

Izabel, Gustavo e Natália estavam parados em frente à casa de Augusto. Eles eram alguns dos poucos jovens da cidade e lá não havia muitas coisas para se fazer, pois era uma cidade muito pequena e pacata. Ambos iriam para a praça da cidade para jogar conversa fora.
Enquanto esperavam por Augusto, um carro muito elegante parou na casa ao lado. Um homem saiu de dentro do carro, foi até o lado do passageiro e abriu a porta para uma garota descer. A garota estava com um vestido branco, seus cabelos negros eram enormes e cobriam parte do rosto, tudo combinando com sua forma pequena e magra. O homem pegou a garota pelo colo e a levou para dentro. Enquanto ainda esperavam Augusto, um caminhão de mudança chegou ao local e começou a descarregar os móveis.
Augusto finalmente apareceu, todos então saíram em direção à praça. Natália comentou o fato com Augusto, dizendo que agora poderiam ter uma nova amiga para o grupo. Todos concordaram e combinaram de ir cedo até lá no outro dia para conhecerem a garota.
Juntaram-se cedo no outro dia e bateram à porta dos novos moradores da pacata cidadezinha. Júlio atendeu a porta: "_Bom dia, o que procuram?" Os amigos se entreolharam e Natália retrucou: "_Viemos dar as boas vindas." Ao que o homem respondeu: "_Eu e minha filha não precisamos de ninguém, vão embora por favor." Júlio então fechou a porta na cara dos garotos, que ficaram horrorizados com os modos do homem.
Natália ficou decepcionada com a atitude do homem, pois ela realmente gostaria de conhecer uma nova amiga. O grupo ficou na casa de Augusto conversando por algum tempo, até que Natália teve uma idéia: "_Galera, hoje à noite, nós pulamos o muro da casa e vamos até a menina para conhecê-la, o que acham?" Izabel não concordou com a idéia e disse que ia embora, Gustavo também não concordou e se apressou em sair, apenas Augusto foi de acordo: "_Somos apenas nós Natália, adoro aventuras, será muito legal."
Eram mais ou menos umas 11 da noite, quando eles pularam o muro da casa vizinha à de Augusto. Estava tudo silencioso, não se ouvia qualquer barulho, com isso faziam o máximo para não causarem qualquer som que os denuciasse. A porta dos fundos estava aberta. Os dois entraram e encontraram imagens de vários tipos dentro da casa, a maioria com formas muito estranhas. Cruzes, imagens de santos e velas decoravam a casa, dando um toque assustador. Um gato preto saiu do meio da escuridão, Natália deu um grito e logo tampou a boca. Augusto olhou com um tom de reprovação para a garota. Então ouviram passos. Era Júlio indo checar o motivo do barulho, dando apenas uma olhada rápida. Logo se apressou e subiu as escadas. Os garotos respiraram aliviados. Foi quando começaram então a ouvir gritos sufocantes, que pareciam sair de dezenas de pessoas juntas. Os garotos tremeram de medo e resolveram correr dali o mais depressa possível.
Era uma manhã de domingo. O grupo estava quase todo reunido, faltava apenas Augusto que participava dos cultos de seu pai na igreja, era uma rotina pois a família toda de Augusto sempre foi muito religiosa e seu pai resolveu se tornar pastor depois que sua esposa faleceu em um trágico acidente. Natália contava aos outros garotos a experiência que ela e Augusto tiveram quando entraram na casa de Júlio, dizia que havia sido muito assustador. Enquanto ela comentava o ocorrido, alguém se aproximou dos garotos.
Uma garota linda, de cabelos negros, pele extremamente pálida, com algumas olheiras visíveis nos olhos dava bom dia ao grupo: "_Bom dia pessoal, como é bom ver a luz do dia, hoje está sendo um dia tão feliz não acham?" Natália e Izabel estavam surpresas, enquanto que Gustavo parecia hipnotizado com aquela beleza irradiante da garota. Natália perguntou: "_Seu pai então finalmente deixou você sair, qual o seu nome?" A garota respondeu: "_Meu pai é um chato, mas ele prometeu ser bonzinho e não me impedir mais. E respondendo sua pergunta, meu nome é Bianca."
O Grupo comprimentou a garota, enquanto que Augusto chegava junto ao seu pai. Augusto estava surpreso: "_Ora, vejam só, temos uma nova amiga." O pai de Augusto, o senhor Beto também quis ser simpático e foi até a garota para cumprimentá-la, porém a garota deu um pulo para trás e arregalou os olhos para algo que estava em baixo dos braços do pastor. Era a bíblia. Beto falou: "_Me desculpe garota, não quis assustá-la, eu quis apenas ser amigável." Bianca respondeu com um tom de raiva: "_Não chegue perto de mim seu porco imundo, você é pior do que meu pai, tire essa bíblia daqui agora, quero que você e todas as ovelhinhas queimem no inferno." A última frase da garota teve o mesmo tom que Augusto e Natália escutaram na noite anterior. Bianca correu pra dentro de sua casa e fechou a porta. Beto apenas fez alguma observação: "_Pobre garota, ela não sabe o que diz." E saindo cabisbaixo foi em direção à sua casa e entrou.
Os garotos ficaram sem entender nada do que acontecera. Todos comentaram como tinha sido estranha o modo de agir da garota. Ficaram ali conversando algum tempo sobre religião e coisas do tipo. Augusto seguia a religião do pai, Natália e Izabel diziam acreditar em Deus mas não seguiam alguma religião, porém seus pais eram católicos, já Gustavo assumiu prontamente que era ateu e que não acreditava em nada que ele não pudesse ver ou tocar.
Quando deu a hora do almoço, os garotos se levantaram para irem para as suas respectivas casas para almoçarem. Gustavo porém não foi até a sua casa, ele preferiu ir até a casa de Bianca pois ele tinha ficado realmente fascinado com a garota. Gustavo bateu à porta. Depois de alguns minutos Bianca atendeu a porta, ela estava chorando como a uma criança. Gustavo perguntou o motivo daquele choro, ao que Bianca respondeu: "Estou me sentindo tão sozinha, venha me fazer companhia." Gustavo aceitou prontamente o convite e adentrou a casa da garota. Izabel viu Gustavo entrando na casa de Bianca e achou graça, pois ela mesmo havia percebido o fascínio que o garoto manteve pela bela garota pálida.
Izabel havia acabado de almoçar e foi até a casa de Augusto, onde os garotos resolviam se reunir. Porém, antes de ir até lá, ela resolveu passar na casa de Bianca, afim de convidá-la para se reunir com eles e também para ver se Gustavo ainda estava por ali. A garota bateu na porta, que estava aparentemente aberta. Como ninguém veio atender, a garota resolveu entrar e chamar: “_Bianca, você está ai? Gustavo está com você?"
Uma voz vinda do fim da escada, semelhante à voz de Gustavo gritou: "_Suba aqui Izabel, venha ver como isso aqui é maravilhoso." Izabel curiosa, subiu correndo as escadas, no fim dela havia um quarto. Dentro deste quarto a voz repetiu novamente: "_Venha Izabel, você não sabe o que está perdendo." Izabel abriu a porta do quarto, Gustavo realmente estava ali, porém não em uma forma muito legal. O garoto foi crucificado na parede do quarto, com as tripas pulando pra fora da barriga e o rosto todo dilacerado, seu nariz e seu maxilar inferior haviam desaperecido, era como uma visão do inferno. Várias cruzes invertidas pintadas na cor negra infestavam o quarto, em cima da cama estava o corpo de Júlio, com uma cruz enfiada no olho e as marcas de sangue provenientes do incidente. Izabel se segurou para não vomitar, desequilibrou um pouco e por fim teve um desmaio. A garota acordou já dentro do quarto. Na frente da mesma estava Bianca com uma faca bem afiada em mãos. Izabel começou a chorar e implorou à garota: "_Por favor, não me mate, eu nunca fiz nada pra você, porque fazer isso comigo?" Bianca respondeu: "Acalmece garota eu não irei fazer nada contra você, quem irá fazer é você mesma." Bianca entregou a faca nas mãos de Izabel. A garota segurou a faca e olhou para ela, enquanto Bianca com um tom de voz estranho, pronunciava algumas palavras quase que sussurrando, provocando um clima sombrio em todo o local. Izabel elevou a faca na altura do próprio pescoço e começou a cortá-lo como um açougueiro corta uma carne no açougue. Seu sangue espirrava freneticamente, de seus olhos caíam lágrimas, porém ela não deu um grito sequer. Caiu alguns minutos depois em meio ao sangue que havia jorrado de seu corpo, enquanto Bianca ria com o tom de várias vozes no local.
Enquanto isso, alguém tocava a campainha de Beto, era um senhor magro e alto. O mesmo se identificou como Padre Wilson, dizia estar à procura de duas pessoas e dando detalhes sobre as aparências, Beto disse que tudo batia com a descrição de seus novo vizinhos e mencionando o nome deles fez com que o Padre fizesse um gesto de surpresa. Beto perguntou o que estava ocorrendo ao Padre, mas o mesmo se relutou em dizer, disse que tudo aquilo era assunto da Igreja e ele não poderia dar mais detalhes. Mas Beto insistiu e para convencer o mesmo, pegou seus diplomas e conquistas, provando ao Padre que Beto era um Pastor de nome naquela área e seus feitos religiosos lhe davam alguma experiência.
O padre só concordou em dizer porque ele precisaria de alguma ajuda, e nada melhor do que um religioso respeitável, no entanto, aquela história deveria morrer ali. Padre Wilson começou: "_Eu e alguns padres, estávamos trabalhando com alguns cientistas que estudavam causas sobrenaturais, eles queriam desvendar a natureza dos demônios e do inferno. Mas um cientista chamou a atenção de todos, ao estudar um rito vodu que trazia de volta das profundezas do inferno o espírito de Vívith, uma feiticeira que viveu anos atrás. Vívith era uma feiticeira temida por muitos, mas ela não era satisfeita em ter a posição de apenas uma simples feiticeira e vendendo sua alma para o Diabo, ganhou o poder de roubar almas para si. O tempo se passava e quanto mais almas a mulher absorvia, mais poderosa ela se tornava, porém aquilo ainda era pouco. Até que ela descobriu uma forma de transferir sua alma para outro corpo, corpo este que deveria matar o seu corpo atual e assim ocorrer a troca. Mas não era uma troca completa, era uma troca que ocorria lentamente, depois que ela possuía o novo corpo, ele só passava a ser completamente seu depois de algumas semanas, porém em algumas horas ela assumia o controle momentâneamente.
Em seu último corpo ela foi presa e enterrada em uma ilha tropical. Júlio, que era o cientista que havia pesquisado aquela história e para surpresa de todos o homem achou o tão famoso corpo enterrado e começou a fazer alguns testes sem sucesso. Em sua última empreitada, sem que ninguém soubesse do fato, ele roubou uma garota de um orfanato, seu nome era Bianca. A garota possuía tendências suicidas, o que facilitou a coragem de tal ato de covardia que o cientista estava prestes a cometer. Como ele percebeu que a garota gostava de cortar seus próprios pulsos para esquecer da dor do mundo, ele pediu para a mesma se cortar em cima daquele corpo sem vida e que deixasse que todo o sangue caísse por cima do mesmo. Fazendo isto, segundo o que o cientista prometeu à garota, toda a dor iria embora. E surpreendentemente, após a garota ter se cortado, seu sangue secou e seus braços cortados foram curados, sem marca alguma de cicatrizes. Bianca se emocionou, como aquilo era lindo. O corpo morto se levantou e atacou a garota, que como forma de defesa cravou a faca no cadáver, que instantaneamente voltou a ser apenas um cadáver. Assustada a garota desmaiou. Júlio contou para mim com detalhes tudo o que ele havia feito e que a partir daquilo ele teria sua teoria. Mas segundo ele, as coisas não iam bem. Por vezes a garota esteve perto de matá-lo, e as vezes que ela estava nesse estado ela ficava em estado desolador, então ele sempre a matinha sedada.
Assim que os outros descobriram o que ele havia feito, ele resolveu fugir, pois não o deixariam prosseguir com as pesquisas. Mas agora senhor Beto, temo que possa ser tarde demais, afinal nesse prazo, o demônio já deve ter tomado posse do corpo da pobre garota. Por isso te peço, pegue sua bíblia e qualquer artefato religioso que o senhor tenha e me acompanhe. Peço também que mantenha firme a sua fé e não se deixe enganar pelo poder das trevas, pois ele possui inúmeros meios de nos enganar. Estamos prestes a fazer o famoso rito de exorcismo."
Beto estava perplexo diante daquela situação. Enquanto isso, Augusto e Natália estavam do lado de fora da casa. Os dois conversavam quando o celular de Natália tocou, era o número do Gustavo.  A voz de Gustavo e Izabel pareciam alegres dizendo: "_Venha aqui na casa da Bianca, ela tem um jogo muito divertido para nós, tenho certeza de que vocês irão adorar." Dito isto, a ligação caiu. Curiosos com o que poderia estar acontecendo, os dois jovens foram até lá. e bateram na porta. A voz de Bianca vinha lá do fundo: "_Entrem, a porta esta aberta."
Natália e Augusto entraram na casa. Então novamente a voz de Bianca misturada às vozes de Gustavo e Izabel exclamaram: "Venham, estamos todos a espera de vocês para se divertirem conosco. Venham, estamos no quarto." Aquilo teve um tom muito estranho e diferente, ao mesmo tempo que tinha um tom horripilante e obscuro, também tinha uma sincronia perfeita, onde se levaria tempos pra conseguirem falar tão sincronizados novamente.
Os dois jovens caminhavam até a escada, quando a cozinha lhes chamou a atenção. A mesma cozinha que eles haviam visto naquele dia, agora estava totalmente diferente. A decoração conseguia ser ainda pior que a da outra vez. Os crucifixos foram invertidos, os santos estavam todos sem cabeça, sem nenhuma exceção, o gato havia sumido. Subiram então as escadas, porém pararam de repente, algo vinha rolando de cima das escadas. Era a cabeça de Izabel. Os dois jovens gritaram e correram em desespero. No começo da escada estava Bianca, rindo de forma demoníaca: "_Agora a alma de vocês serão minhas também." Natália conseguiu correr, porém Augusto não compartilhou da mesma sorte, o jovem tropicou na escada. Num pulo, Bianca subiu por cima dele, lambeu o rosto do jovem e exclamou: "_Você é muito bonitinho, com certeza se tornaria um homem muito belo se tivesse mais tempo de vida. Mas sinto muito, eu quero sua alma. Faça um favor para si mesmo, pois eu serei muito cruel se tiver de fazer algo com minhas próprias mãos." Entregou-lhe então uma faca e escutou os gritos de Natália no quarto, que consequentemente havia encontrado os outros corpos que estavam lá. Bianca olhou para Augusto, que enfiava a faca contra a própria cabeça com extrema violência. Seus miolos pulavam pra fora de sua cabeça junto a uma imensidão de sangue. Depois de alguns segundos, o jovem estava morto, com a cabeça semiaberta e uma enorme poça de sangue em volta. Bianca então começou a subir as escadas cantarolando e assobiando. Enquanto ela subia as escadas, Beto e Padre Wilson entraram na casa. Beto logo viu seu filho morto e entrou em desespero correndo para perto do corpo do filho: "_Não. Porque? Eu não posso perder você também."   Bianca falou com a voz da mulher falecida de Beto: "_Meu amor, você não está sozinho. Você pode se juntar a mim e ao seu filho, você sabe o que fazer, não tenha medo." Beto parecia estar hipnotizado. Padre Wilson gritou: "_Não dê ouvidos a ela, ela não é a sua mulher." Bianca com a mesma voz retrucou: "_Beto, meu amor, eu te amo. Venha para mim." Beto então jogou a bíblia que tinha em mãos para o lado e pegou a faca. O Padre Wilson correu até o homem para tentar detê-lo. Começou a puxar a faca das mãos de Beto, que não soltava de forma alguma o objeto. No meio da luta, Beto acidentalmente acertou o estômago do Padre que caiu já sem vida pelas escadas. Bianca soltou novamente sua risada demoníaca. Beto ficou ainda mais transtornado, olhou para a garota que estava acima e falou chorando compulsivamente: "_Porque você está fazendo isto?" Bianca respondeu com uma voz um tanto estranha, como se houvesse várias pessoas falando ao mesmo tempo: "_Faça um favor para nós e para você, dê um fim a isto tudo." E aproximando-se do homem, pegou nas mãos do mesmo, levou até a própria cabeça dele e ordenou: "_Agora, gire sua cabeça com as mãos, com toda a força e rapidez que você tiver e tudo isto será indolor." Alguns segundos depois ouviu-se um está-lo e o corpo de Beto caiu sem vida ao chão.
Bianca voltou a ir em direção ao quarto dizendo: "_Todos, todos queimarão no inferno junto a mim. Todos farão parte do meu reino. Nesta casa falta apenas mais uma." Assim que Bianca abriu a porta, tomou uma facada no peito, na altura do coração. Começou então a gritar desesperada: "_Não pode ser." Natália chorava e dizia: "_Morra, morra. Vá embora daqui. Você matou todos os meus amigos. Morra." Bianca soltou um sorriso no canto dos lábios e caiu de forma majestosa para trás. Natália foi verificar se a jovem estava morta. Dos olhos de Bianca escapou uma lágrima: "_Obrigado por tudo. Você me libertou." E com um sorriso deixou o mundo.
Os dias se passaram. Aquilo tudo havia sido interpretado pela polícia como um fanatismo religioso propagado pelo Padre Wilson, por causa de sua fama em experiências um tanto bizarras ao lado de Júlio e tudo aquilo foi o que acarretou os crimes cometidos por Bianca. Natália parecia ter se recuperado muito bem dos incidentes, rápido até demais.
Um mês depois, Natália estava no quarto com seu novo namorado. Os dois estavam se beijando quando a garota disse a ele: "_Tenho uma surpresa pra você." O Jovem respondeu: "_Adoro surpresas meu amor." Natália se levantou e foi até a cozinha. Voltou então com uma faca e colocou bem em frente ao rosto do seu amado dizendo: "_Eu menti, você que me fará a surpresa. Acabe com tudo agora mesmo." O jovem pegou a faca trêmulo e respirando ofegante: "_Eu, eu, eu..." Natália começou a rir alto e tomou a faca do rapaz: "_Que medo é esse? Que tipo de namorado maricas eu tenho?" E rindo exclamou em tom duvidoso: "_Deixemos a surpresa para depois, vou me aproveitar de você mais um pouco." E entendendo aquilo tudo como uma brincadeira, o rapaz deu um sorriso ainda meio desconfiado e voltou aos amassos com sua amada.

Agora a pergunta que não quer calar. Seria possível que Vívith ainda estivesse viva? Isto apenas o tempo poderia falar.